domingo, 24 de setembro de 2017

A marcha do golpe: crise aumenta e militares ameçam tomar o poder

O imperialismo norte-americano diante do impasse da crise política e econômica brasileira, ao que tudo indica, colocou em marcha o golpe militar para forçar a substituição do golpista Michel Temer. O golpe dentro do golpe visa consumar todo o ataque que a burguesia entreguista e o imperialismo pretendem impor à classe trabalhadora e à maioria oprimida nacional com as denominadas “reformas”, recolonização e escravizando o Brasil.

O imperialismo parece ter chegado à conclusão que o odiado governo Temer será incapaz de concluir as “reformas”, por isso colocou em marcha o golpe militar com o objetivo de pressionar ao Congresso Nacional no sentido de que vote a aceitação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer.

Temer, desesperadamente, colocou à venda o Brasil, anunciando um pacote de 57 privatizações, entre elas da Eletrobrás, responsável por mais de 30% da produção da energia nacional, e a Casa da Moeda, sem falar na extinção da Reserva do Cobre nos Estados do Pará e Amapá, que apesar do nome é rica em ouro, verdadeiros crimes lesa-pátria que atentam contra a soberania nacional. Todavia, isso não satisfez ao imperialismo norte-americano.

O imperialismo tenta reverter a queda na taxa de lucros, mas as privatizações não resolvem os problemas, mas sim os agravam, como demonstra o exemplo da concessão do Aeroporto de Viracopos em Campinas, onde a empresa que ganhou a licitação ficou endividada (milhões de reais) e quebrou, devolvendo todo o prejuízo para o Estado, que já prometeu nova licitação, isto é, mais sangria dos recursos públicos.

O golpe militar em andamento ao mesmo tempo que pressiona a Câmara dos Deputados, sinaliza que, caso não seja a aceita a denúncia contra Temer, os próprios militares tomarão o poder em breve.

Concomitantemente, as instituições burguesas e golpistas mesmo em profunda crise, como o judiciário e o ministério público, seguem os ataques aplainando o terreno para o golpe militar, com a provável prisão de Lula e a proscrição do PT e ataques à CUT e aos sindicatos.

As eleições de 2018 praticamente já estão canceladas, como reconhecem de forma indireta mesmo os setores mais reformistas do PT, quando falam que “eleição sem Lula é golpe.”

O conjunto da classe operária, para deter essa escalada golpista, precisa entrar em movimento, rompendo a paralisia imposta pelas direções reformistas e pelegas, que levam essa política de conciliação e colaboração de classes, eleitoreira e parlamentarista, que tem levado o movimento popular a um beco sem saída.

Assim sendo, cumpre ao movimento operário e popular buscar a ação direta, para tanto é fundamental convocar um Congresso de base da classe trabalhadora, em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados, para organizar a luta contra o golpe militar.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Absolvição de policial gera protestos da população nos EUA

A população da cidade de St. Louis, Missouri, nos Estados Unidos, protestou, neste sábado (16/9) contra a absolvição do policial, Jason Stockley, que matou o negro Anthony Lamar Smith.

O juiz inocentou o policial em razão da “periculosidade” do negro assassinado. A casa da prefeita da cidade, Lyda Krewson, foi depredada. A polícia norte-americana, há um ano, passou a assassinar negros quase que diariamente.

No dia 20/9/16, terça-feira, mataram Keith Lamont Scott, em Charlotte, na Carolina do Norte, sendo que no dia anterior assassinaram Terence Crutcher, em Tulsa, Oklahoma.

O governador do Estado da Carolina do Norte decretou estado de emergência e solicitou reforço policial, porque a população negra da cidade de Charlotte se rebelou e feriu 16 policiais.

Inclusive, em 7 de julho de 2016, houve um protesto em Dallas, onde Micah Xavier Johnson, um soldado do exército, um veterano de guerra, um ex-militar, indignado, em represália, matou 5 cinco policiais brancos, e depois foi morto pela polícia. A polícia americana é semelhante às SS nazistas, à gestapo.

Os EEUU é um país racista. Como disse Malcolm X, não existe capitalismo sem racismo. É necessário acabar com o capitalismo, com o imperialismo americano, para que consigamos por fim ao racismo. Não conseguimos mais respirar! Enquanto não fizermos isso, mais jovens negros morrerão como em Ferguson, Baltimore , Tulsa, Oklahoma, Charlotte, St. Louis e nas diversas cidades norte-americanas.

Os trabalhadores americanos negros e brancos precisam, nesta conjuntura, com os ataques nazifascistas da polícia americana, discutir e organizar grupos de autodefesa. O Socialist Workers Party (Partido Socialista dos Trabalhadores) dos Estados Unidos, no final dos anos 1930, numa conjuntura semelhante a que vivemos hoje, discutiu com Trotsky a formação de grupos de autodefesa. Trotsky ensinou que:

“As palavras de ordem do Partido devem ser lançadas lá onde possuímos simpatizantes e operários que nos defenderão. Mas um partido não pode criar uma organização de defesa independente. A tarefa consiste em criar esses organismos nos sindicatos. Devemos possuir grupos de camaradas bem disciplinados, com dirigentes prudentes...”

Os operários e trabalhadores americanos brancos e negros devem, a partir de suas entidades sindicais e populares, organizar grupos de autodefesa, espalhando-os pelas cidades americanas, visando à dissolução da polícia SS racista e nazista americana.

É a mesma luta do Brasil contra o genocídio dos jovens pobres e negros das periferias das cidades, perpetrado pela Polícia Militar, que, apenas no Rio de Janeiro e São Paulo, assassinam mais de 1.000 pessoas por ano. No Estado de São Paulo, a PM está armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

As classes trabalhadoras norte-americana e a brasileira precisam organizar o seu partido operário marxista revolucionário e a Internacional operária e revolucionária para lutar pela Revolução Socialista Americana e Mundial, as quais colocarão na ordem do dia a dissolução da polícia SS nazista das cidades americanas e as PMs brasileiras, dando um impulso a derrubada do capitalismo em nível mundial.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O povo que não conhece sua história, esta fadado a repeti-la

Em julho de 1968, há quase 50 anos, integrantes do então ‘Comando de Caça aos Comunistas’ invadiram o antigo teatro Galpão, em São Paulo, destruindo tudo que encontravam pela frente, agredindo fisicamente atrizes e atores da peça ‘Roda Viva’ simplesmente porque essas pessoas não concordavam com o que era dito no espetáculo.

Agora, em pleno 2017, a exposição Queermuseu – com o trabalho de vários artistas –, que dialoga com o universo LGBT, foi cancelada um mês antes do previsto depois que integrantes do MBL promoveram um tumulto no último sábado (9), em Porto Alegre.

Nenhuma novidade vindo deste grupelho nazifascista, que se dizia apartidário, e se gabava por mobilizar milhões de analfabetos políticos para irem às ruas “protestar contra a corrupção”, ajudando a colocar no poder a quadrilha do bandido Eduardo Cunha.

O que mais me preocupa é a benevolência/condescendência que muitos cientistas-políticos estão dando para este episódio, como se o ocorrido tivesse sido provocado por uma falta de aprovação da referida exposição nas redes sociais, pura e simplesmente.

É preciso que se diga, para quem ainda não entendeu – ou se faz de desentendido – é que estamos vivendo um estado de exceção no Brasil, com evidente ascensão do nazifascismo por parte desses grupos de extrema direita. Com contribuição da grande mídia, Congresso Nacional, Ministério Público, Palácio do Planalto e Poder Judiciário.

Sendo assim, é importante que se diga que já passou da hora de organizarmos milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, para combater esses grupos, os quais, em razão de sua covardia, costumam correr.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Segue a marcha do golpe rumo ao fascismo: fechar partidos como fizeram com PCB

A deterioração do regime golpista e das instituições do Estado burguês com a luta fratricida entre os diversos setores golpistas, como demonstram as disputas e acusações entre o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria Geral da República, está levando o País para uma ditadura, apontando para o fechamento dos partidos políticos, com a criminalização do Partido dos Trabalhadores (PT), por meio da denúncia formulada ontem, dia 5/9, pelo Ministério Público Federal contra os ex-presidentes Lula e Dilma.

A exemplo do que ocorreu com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1947 e do que oconteceu na ditadura militar de 1964, quando os partidos foram colocados na ilegalidade e extintos.

Na ditadura foram permitidos apenas 2 partidos, a Aliança Renovadora Nacional (Arena – depois Partido da Frente Liberal – PFL, e agora Democratas - DEM), e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB – hoje Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB), do presidente golpista Michel Temer. O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) é um racha que veio  dos "autênticos" do MDB. Esse é o modelo da "Reforma política" dos golpistas, com sua "cláusula de barreira".

A perseguição ao PT, o maior partido da esquerda, é um ataque a todo o movimento operário e popular, isto é, centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais e suas organizações. É só recordar do poema de Bertold Brecht.

Além disso, tal perseguição é um traço característico do fascismo e do nazismo.

Assim, é necessário convocar um Congresso de base da classe trabalhadora em São Paulo,  com delegados eleitos nos Estados da Federação brasileira, para elaborar uma plataforma de lutas, visando a mobilização do movimento operário, do campesinato pobre, e da juventude estudantil em defesa das liberdades democráticas, liberdade de reunião e liberdade de organização.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Inquérito do MPF pivô do desenlace do golpe revela-se farsa: requerida absolvição de Lula

© foto: Agence France-Presse - AFP

O Ministério Público Federal concluiu o inquérito sobre a acusação de obstrução de justiça relativo ao caso do senador Delcidio do Amaral e requereu a absolvição de Lula. Esse inquérito do MPF foi decisivo para a consumação do golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff no ano passado.

Lula fora acusado de agir para obter o silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobrás, com o pagamento de uma mesada de R$ 50.000,00 e preparar a fuga do ex-diretor para o exterior. Segundo o próprio Portal Globo, em 01/09/2017, porta-voz do imperialismo norte-americano no Brasil: “O MPF diz não ter encontrado evidências de que Lula e André Esteves cometeram o crime de obstrução de Justiça.”

Por outro lado, a defesa de Lula assim se pronunciou: “Em nota a defesa de Lula avaliou a decisão como ‘justa’, por refletir a ‘ prova da inocência’ do ex-presidente. ‘Lula jamais praticou qualquer ato com o objetivo de impedir ou modular a delação premiada do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró’, acrescentou”. (Portal Globo, 01/09/2017).

A conclusão do MPF foi que: “Delcidio estava agindo apenas em interesse próprio. E Cerveró estava sonegando informações no que se refere a Delcidio, e não sobre Lula, a quem inclusive imputava fatos falsos, no intuito de proteger Delcidio.” (Idem). O MPF pretende requerer o fim dos benefícios processuais obtidos por Delcidio. Como dissemos, esta acusação do MPF, orquestrada conjuntamente com o Poder Judiciário, por intermédio do Supremo Tribunal Federal, e do Senado Federal, foi decisiva para o desenlace do golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff.

Agora não há como voltar ao status quo ante, isto é, não há como voltar atrás, o golpe foi consumado e o País está sento desmantelado, com práticas de crimes lesa-pátria, como os rombos sobre rombos das contas públicas em virtude do pagamento de emendas dos deputados e senadores (o preço e o custo bilionário do golpe), tornando-se praticamente impossível o fechamento de uma meta,  a supressão da legislação trabalhista e a entrega das riquezas nacionais remanescentes, como o pacote das 57 privatizações, envolvendo até a Casa da Moeda, tudo para beneficiar os senhores do golpe, o imperialismo norte-americano e europeu, a burguesia nacional, os banqueiros,  os industriais e os ruralistas

A atuação do MPF e do Judiciário demonstram que não há como democratizar o Estado burguês, como defendem a esquerda pequeno-burguesa (PCdoB, PSOL e PT, apenas para exemplificar). As instituições do Estado burguês agem como comitê executivo dos negócios da burguesia.

Assim, é necessário que o Estado burguês seja destruído, por meio da revolução proletária, liderada pela classe operária em aliança com o campesinato pobre e a juventude estudantil, para expropriar os meios de produção como fábricas, empresas, bancos, campo, realizando a reforma e revolução agrárias, expulsando o imperialismo, com o monopólio do comércio exterior e implantação da economia planificada, instaurando um governo operário e camponês, rumo ao socialismo e a uma Internacional comunista, operária e revolucionária.