quarta-feira, 28 de junho de 2017

Organizar a greve geral de massas por tempo indeterminado

A Tendência Marxista-Leninista publica abaixo o artigo da Liga Bolchevique Internacionalista (LBI), em razão de concordar com sua análise da conjuntura brasileira atual, notadamente a necessidade da luta contra a burocracia sindical pelega e reformista, a defesa da palavra de ordem de greve geral por tempo indeterminado e a bandeira do Congresso nacional da classe trabalhadora na perspectiva do poder proletário.

30 DE JUNHO

PARA DERRUBAR TEMER, SUAS REFORMAS NEOLIBERAIS E O REGIME BURGUÊS É PRECISO CONVOCAR UMA GREVE GERAL DE MASSAS, ATIVA E INSSUREICIONAL POR TEMPO INDETERMINADO!

SUPERAR OS “DIAS DE LUTA” IMPOSTOS PELA BUROCRACIA SINDICAL QUE NÃO PASSAM DE INSTRUMENTOS DE PRESSÃO SOBRE O CONGRESSO DE BANDIDOS!

ORGANIZAR UM CONGRESSO NACIONAL DOS TRABALHADORES COMO EMBRIÃO DE ORGANISMOS DE PODER PROLETÁRIO E SOCIALISTA!

Neste dia 30 de Junho ocorre um “Dia de paralisações e mobilizações contra Reforma Trabalhista”. Anteriormente convocado com o caráter de “Greve Geral” de 24hs, as direções das principais centrais sindicais (CUT, CTB, FS, UGT) trataram de transformar a data em um mero instrumento de pressão sobre o congresso de bandidos com o objetivo de alterar alguns pontos da reforma trabalhista no parlamento.

Uma prova do que afirmamos é que não há nenhum clima de verdadeira paralisação nacional nas bases das categorias, existe um nível de mobilização bem inferior ao que vimos no último 28 de Abril, apesar ter se aprofundado o ódio popular contra Temer. Esse retrocesso ocorre em um momento onde chega ao ápice a crise do governo golpista e das instituições políticas do regime burguês.

Porque esse “descompasso” entre a puteza das massas e a política de suas direções? A razão desse recuo é responsabilidade direta das direções políticas da CUT, CTB, PT e do PCdoB que optaram por não radicalizar a luta de classes, apostando no caminho de desgastar o governo Temer para capitalizar sua crise no terreno eleitoral, via a disputa presidencial em 2018 ou mesmo antes se necessário pelas visas da “Diretas Já”. Por este motivo, enquanto sabotaram a construção de uma Greve Geral de massas e ativa com piquetes, ocupações e corte de estradas, priorizaram domesticados os atos pelas “Diretas Já”, uma espécie de campanha eleitoral antecipada para Lula ou mesmo para o PSOL.

Nesse caminho de traição tiveram o apoio velado ou a não resistência de fato da Conlutas (PSTU) e da Intersindical (PSOL). A chamada “Oposição de Esquerda” optou por fingir que o eixo adotado pela burocracia sindical (“Dia 30, Vamos parar o Brasil contra as Reformas”) fortaleceria a luta por uma futura Greve Geral quando de fato representou o seu desmonte.

Como as Oposições classistas impulsionadas pela TRS-LBI já vínhamos denunciando, este 30/06 não passa de um “dia de protestos” com um caráter atomizado e não centralizado com ocupações e piquetes. Passa bem longe das intenções da CUT, CTB e FS organizar uma verdadeira Greve Geral, ativa e de massas para pôr abaixo o governo golpista e suas reformas neoliberais, seu objetivo é pressionar a CCJ no Senado e o plenário desse covil de bandidos que é o Senado Federal.

Por esta ótica política toda a ação da classe trabalhadora deveria estar concentrada no “Fora Temer”, transformando os “dias de luta” em atos pelas “Diretas Já” no sentido da eleição de um “novo governo legitimado pelas urnas”. Para a cúpula da burocracia sindical e a direção da PT, PCdoB e PSOL não há a perspectiva da Revolução Social e a tomada do poder estatal por parte dos trabalhadores pelas vias não institucionais da democracia dos ricos.

Em nome das Oposições Classistas impulsionadas pelas TRS-LBI convocamos a vanguarda classista do proletariado a atropelar estes pelegos e reformistas construindo pela base uma verdadeira Greve Geral de massas, por tempo indeterminado até a derrubada do “gerente” golpista e seus reais patrões: a classe dominante e seu Estado capitalista de exploração e opressão sobre os trabalhadores e o povo oprimido!

Este é o caminho da vitória dos trabalhadores, sem apostar em nenhuma saída eleitoral e nos marcos da institucionalidade burguesa. Neste momento de aguda crise política e econômica, com o avanço da recessão sobre as costas dos trabalhadores, onde os governos burgueses de todos os matizes políticos e a patronal impõem arrocho salarial e até mesmo reajuste “zero” para os servidores públicos, escalonando e atrasando os salários, é preciso radicalizar nossa luta direta com ocupações de fábricas, terras, piquetes, paralisações nos bancos e escolas, construindo um embrião de poder dos explorados.

No curso desse combate de classe, faz-se necessário organizar um Congresso Nacional dos Trabalhadores, agrupando o movimento operário, popular e estudantil, ampla e democraticamente convocado, que deve ser forjado como uma alternativa de poder dos trabalhadores. As Oposições classistas impulsionadas pela TRS-LBI lançam um chamado franco à toda vanguarda classista, a grupos políticos, sindicais e organizações marxistas para juntos convocarmos um Congresso que aprove uma plataforma de centralização das lutas como alternativa a farsa de uma saída eleitoral nos marcos da institucionalidade burguesa.

O seu caráter não é meramente sindical e sim o embrião de um organismo político de frente única capaz de agrupar todos os setores explorados do país para assentar as bases de um poder de novo tipo, proletário e socialista!

MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA (MOB) - CE
OPOSIÇÃO CLASSISTA DOS QUÍMICOS-SP
OPOSIÇÃO DE LUTA DOS PROFESSORES - CE
OPOSIÇÃO DOS RODOVIÁRIOS - GUARULHOS/SP
OPOSIÇÃO UNIDADE NA LUTA - URBANITÁRIOS – CE
OPOSIÇÃO COMBATIVA DOS PETROLEIROS - RN
TENDÊNCIA REVOLUCIONÁRIA SINDICAL

sábado, 24 de junho de 2017

Repúdio à ingerência da monarquia parasitária e do imperialismo da Noruega

A Tendência Marxista-Leninista manifesta o seu mais veemente repúdio à ingerência e à agressão perpetrada pela primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, a qual imiscuiu em assuntos internos do Brasil, pretextando a corrupção, assim como informou que reduzirá pela metade os recursos destinados ao Fundo de Proteção da Amazônia.

A luta contra o imperialismo norueguês, representado por sua monarquia parasitária, não significa nenhum apoio ao governo golpista de Michel Temer, uma vez que lutamos pela derrubada revolucionária do governo golpista e de todas as suas instituições burguesas.

O nosso posicionamento significa a luta da nação oprimida contra o imperialismo, como nos ensinou Leon Trotsky em sua famosa entrevista ao militante trotskista argentino, Mateo Fossa, ponderando sobre a hipótese de um eventual ataque da Inglaterra imperialista ao Brasil de Getúlio Vargas, quando o velho bolchevique disse que ficaria do lado do Brasil “fascista” de Vargas contra o imperialismo britânico.

Como nos ensinou Lênin, o imperialismo é a fase de decadência do capitalismo, a época dos monopólios, da reação em toda linha, época de guerras e revoluções.

A Noruega é um país imperialista, que teve condições de se desenvolver e se tornar uma país avançado, juntamente com os demais países escandinavos, como Suécia, Dinamarca e Islândia, porque o imperialismo mundial, liderado pelos Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Japão, etc., foram forçados a permitir seu desenvolvimento e não perpetrar a rapina, em razão da proximidade da Noruega e dos países escandinavos da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), uma vez que a Noruega possui 196 km de fronteiras com a Rússia de hoje. O imperialismo mundial fez coisa semelhante também nos casos do enclave terrorista e sionista de Israel e da Coreia do Sul.

A Noruega é fundadora da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em 1949, sendo comparsa do monstro imperialista norte-americano, participando de “missões” da ONU, que como disse Lênin de sua antecessora a Sociedade das Nações, não passa de um covil de bandidos, no Afeganistão, Kosovo e Darfur, ou seja, perpetrando intervenções imperialistas nesses países.

Tudo isso permitiu o desenvolvimento da indústria do petróleo, com descobertas de jazidas no mar do Norte e no Mar da Noruega, sendo o sétimo maior exportador do mundo, representando ¼ de seu PIB; do gás; da pesca; e possuindo a 6ª maior frota mercante mundial, com 1.412 embarcações (Wikipédia).

Os níveis de produtividade horária e o salário médio por hora estão entre os maiores do mundo (Wikipédia).

Possui ricos recursos em campos de gás, hidroeletricidade, peixes, florestas e minerais. Foi o segundo exportador em frutos do mar em 2006 (Wikipédia).

Todavia, a taxa de desemprego de 4,6 em abril/2017 (Trading Economics) é alta tendo em vista o grande desenvolvimento econômico da Noruega, o que sinaliza a necessidade da formação de uma partido operário revolucionário, para derrubar a monarquia parasitária norueguesa como fizeram os bolcheviques russos, instaurando um governo revolucionário do proletariado, expropriando os meios de produção, as fábricas, empresas, os bancos, as universidades, as escolas, as fazendas e as empresas agrícolas, implantando o monopólio do comercio exterior e a economia planificada, rumo ao socialismo e a construção de uma Internacional operária e revolucionária.

Por outro lado, nós trabalhadores brasileiros devemos ficar de olho nas empresas, fábricas e bancos noruegueses no Brasil para, na primeira oportunidade, expropriá-los (sem indenização).

A TML conclama as organizações operárias e populares a promover atos contra o governo da Noruega nos consulados da mesma nos Estados e em sua embaixada em Brasília, tendo como data indicativa o dia 30 de junho, dia da Greve Geral.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Golpe rumo à ditadura: aprovação das “reformas” por medidas provisórias

© foto: Lula Marques

A aventura do golpe dentro do golpe para remover Michel Temer do poder, para a promoção de eleições indiretas no Congresso Nacional, tenta surtir efeito, apesar do aparente impasse causado, com o acirramento das disputas do PSDB, representante da burguesia entreguista pró-imperialista e o PMDB, representante da burguesia nacional, porque Temer cede às pressões e ameaças do setor pró-imperialista, acenando com a possibilidade de aprovação das “Reformas Trabalhistas e Previdenciárias” por meio de Medidas Provisórias.

As Medidas Provisórias são os antigos decreto-leis da Ditadura Militar, mantidos intactos pela “Constituição cidadã” de 1988, que até o Partido dos Trabalhadores recusou-se a assinar porque manteve intacto o aparato repressivo da Ditadura Militar, o que hoje poucas pessoas se lembram.

Embora formalmente algumas matérias não possam ser aprovadas por Medida Provisória, devendo ser aprovadas por Emenda Constitucional, nada assegura que o golpista não tente aprová-las, porque sempre conta com o judiciário golpista (o qual reflete as disputas do PSDB contra o PMDB, como pudemos observar na farsa do julgamento “técnico-jurídico”, na verdade extremamente político,  no Tribunal Superior Eleitoral da Chapa Dilma/Temer).

Portanto, o golpista Temer cede diante da pressão do imperialismo norte-americano e do setor entreguista e pró-imperialista da burguesia, passando por cima do Congresso Nacional, e passando também a ter uma atuação abertamente ditatorial.

Assim, cumpre ao movimento operário e popular seguir mobilizando e preparando a Greve Geral do dia 30 de junho, com a eleição de comandos de greves eleitos democraticamente nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas universidades e nas escolas, visando transformá-la por tempo indeterminado, para romper com a política de conciliação e colaboração de classes da maioria das direções sindicais, que utilizam a greve de um dia apenas como válvula de escape do enorme descontentamento dos trabalhadores, transformando verdadeiramente a CUT, o MST, MTST e a UNE em verdadeiros instrumentos de luta e revolucionários para por abaixo o regime golpista e suas instituições (STF, TSE, MPF, PF, PMs, etc...) , com a formação de comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares.

Para tanto, defendemos a Convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora, no Rio de Janeiro ou em São Paulo, com delegados de base eleitos nos Estados da federação brasileira, para discutir um plano de lutas contra o golpe e tirar uma plataforma de lutas para derrotar aos golpistas.  

Além disso, é fundamental a vanguarda operária revolucionária, organizar-se de forma independente, construindo um verdadeiro partido operário marxista revolucionário, para defender a bandeira da luta pela independência nacional, pela expulsão do imperialismo, como também da luta pela reforma e revolução agrária, com  expropriação do latifúndio, expropriação das empresas agrícolas, rumo ao socialismo, visando a expropriação dos meios de produção, fábricas, empresas, bancos, escolas, universidades, objetivando uma economia planificada, com o monopólio do comércio exterior, na perspectiva de construção de uma Internacional operária e revolucionária.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Editorial da TML: Aonde vai o PT?

O Partido dos Trabalhadores realiza do dia 1º ao dia 3 de junho em Brasília o seu 6º Congresso em meio à profunda crise que se arrasta desde os governos de Dilma Rousseff e de seu “impeachment”.

Ao que tudo indica a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil, a CNB (antiga Articulação), seguirá à frente da direção do partido, pois as demais tendências e correntes internas não formularam nenhuma alternativa à política frente populista de conciliação e colaboração de classes que o PT desenvolve desde os anos 80 do Século passado, que redundou na Carta aos brasileiros de 2002, com a promessa de “cumprir contratos”, uma concessão à burguesia e ao imperialismo para o partido poder assumir a presidência da república.

A direção do PT de forma geral tentou ignorar o movimento golpista, iniciado desde o mensalão, com a condenação de Zé Dirceu, que sequer foi defendido pelo partido, e que prosseguiu com a chamada “Operação Lava Jato”, concebida pela CIA para perseguir o PT e o movimento operário e popular.

A CNB praticamente capitulou sem luta contra o golpe, sempre recusando-se a mobilizar o movimento operário para evitar que este entrasse em cena. A enorme resistência ao golpe foi espontânea e empírica dos movimentos populares, sociais e estudantis, não foi da direção do PT. Essa capitulação sem luta fez com que as bases do PT ficassem alheias à vida interna do partido e se afastassem. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), bastante organizado, é que vem ocupando o espaço deixado, em razão de seus núcleos urbanos.

A greve geral do dia 28 de abril e a batalha de Brasília no dia 24 de maio abalaram o regime golpista, combinadas com o agravamento da crise econômica, com o governo golpista indo de rombo em rombo, agora com o anúncio da projeção de um rombo de 52,8 bilhões de reais no orçamento de 2017 (uma semana antes o “Estadão”, em editorial, falava em 60 bilhões de reais). Tal fato demonstra que não há recuperação econômica nenhuma, pelo contrário a economia está indo à pique, afundando completamente, o que praticamente inviabiliza o plano de recolonização e escravidão do povo brasileiro, eufemisticamente denominado de “Reforma trabalhista e previdenciária”.

Além disso, a “Operação Lava Jato” e o próprio “ativismo judiciário” (na verdade golpista) do MPF e STF estão profundamente desmoralizados como demonstram dois episódios recentes, ou seja, a absolvição de Cláudia Cruz, esposa de ex-deputado Eduardo Cunha, e as trapalhadas da “delação premiadíssima da JBS”.

A burguesia e o imperialismo norte-americano, assim, praticamente foram forçados a, preventivamente, promoverem um golpe dentro do golpe, para remover Michel Temer, “com as gravações da JBS”, uma manobra de altíssimo risco, encontrando-se num enorme impasse, pois embora tenha chegado a um consenso que não dá para seguir com Temer, não conseguem chegar a um consenso em como substitui-lo.

Setores da burguesia tentam incluir o PT num “Acordão” com a participação de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, visando eleições indiretas no Congresso Nacional, conforme aliás estabelece a Constituição Federal, o que é uma tentativa desesperada para comprometer o PT e tentar seguir com as “Reformas”.

Os nomes colocados e discutidos são de arrepiar: FHC, Henrique Meirelles, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes, Nelson Jobim, etc.

Outra alternativa que não pode ser descartada é uma aventura militar, pois como o comandante do Exército disse, estão de “prontidão”, sem falar que, por exemplo, o Rio de Janeiro desde de as Olimpíadas de 2016 encontra-se em Estado de Sítio. Esta manobra também é de altíssimo risco.

Por outro lado, as “Diretas já” num regime de exceção, caso realizadas, colocarão no poder os próprios golpistas, como era na época da Ditadura militar que sempre ganhavam a ARENA e o MDB. Portanto, tal palavra de ordem não passa de jogar areia nos olhos da população, pois é ilusão achar que os golpistas deixarão Lula ganhar eleições, muito menos assumir a presidência da república.

A perspectiva colocada pelo 6º Congresso do PT é bastante sombria, com a continuidade da política de conciliação, colaboração de classes do PT, parlamentarista e sobretudo eleitoreira, política essa que colocará em risco a própria existência do partido, o qual poderá ser ultrapassado pela vanguarda operária e revolucionária, como, por exemplo, aconteceu há exatos 100 anos, com o partido menchevique na Revolução Russa em outubro de 1917, quando os bolcheviques tomaram o poder, através dos Conselhos de deputados operários, camponeses e soldados (os sovietes)..

Com efeito, a conjuntura atual demonstra que "os de cima" não conseguem mais dominar como vinham fazendo antes e "os de baixo" começam a não suportar mais a dominação da burguesia e do imperialismo, sendo que estes vivem uma crise sem precedentes na atualidade, o que poderá abrir uma situação revolucionária, com a erupção das massas operárias e populares.

Assim, cumpre à vanguarda operária e revolucionária apresentar uma alternativa e  reagrupar-se de forma independente, na perspectiva de um programa operário marxista e revolucionário, buscando a convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora,  para substituir as direções burocráticas e pelegas, com o objetivo de impulsionar uma greve geral por tempo indeterminado, com comandos de greve eleitos democraticamente, formação de comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares, para derrubar todos golpistas e suas instituições de forma revolucionária, na perspectiva de um governo operário e camponês.