quinta-feira, 18 de maio de 2017

Derrubar todos os golpistas e suas instituições: greve geral por tempo indeterminado

A burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano que lideram os golpistas e suas instituições (Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal, Ministério Público Federal e Polícia Federal, etc.) entraram em desespero, tentando uma manobra de altíssimo risco, com objetivo de substituir Michel Temer.

Para tanto, armaram uma arapuca para o golpista Temer, que envolveu até o presidente do PSDB tucano, senador Aécio Neves, conspirando contra a Operação golpista denominada Lava Jato, patrocinada pela CIA, que utiliza métodos semelhantes à prisão dos Estados Unidos em Guantánamo, com as “prisões cautelares” (“prisões provisórias e preventivas”) longas, com mais de 2 anos, sem culpa formada (sem acusação) que não passam de tortura, em total desrespeito ao devido processo legal.

Os fatos que vieram à tona mostram o golpista Temer determinando a continuidade do pagamento de propina para o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, preso em Curitiba, para comprar o silêncio do mesmo e de outro preso.

Além disso, mostrou o pedido de propina de Aécio Neves de R$ 2 milhões de reais ao presidente da empresa JBS, Joesley Batista, assim como falando em morte.

O Supremo Tribunal Federal golpista, que manteve Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados  comandando o golpe (“impeachment”) contra a presidente Dilma Rousseff até que ele o concluísse, agora já afastou Aécio Neves e decretou a prisão de sua irmã.   

Ao que parece, toda essa pressa e desespero dos golpistas e suas instituições devem-se à greve geral do dia 28/4 que paralisou o Brasil inteiro, tendo repercussão internacional, abalando e aprofundando a crise do governo golpista de Michel Temer.

Os golpistas e suas instituições devem ter chegado à conclusão que não têm condições de carregar Michel Temer até às eleições de outubro de 2018, em razão do desmoronamento do regime golpista, estando correndo risco de uma intervenção revolucionária das massas, sobretudo do movimento operário.

Todos esses “fatos novos” não são novidades para ninguém. Os golpistas e todos sabem a podridão que está por trás do golpe e das instituições golpistas.

A greve em várias localidades teve confrontos com a repressão golpista, notadamente em São Paulo e no Rio de Janeiro, o que demonstra o enorme descontentamento da população contra os golpistas e seus planos de acabar com a legislação trabalhista e a previdenciária, extinguindo a aposentadoria, para escravizar e recolonizar o Brasil (inclusive os próprios institutos burgueses de pesquisas comprovaram isso, detectando a impopularidade quase total de Michel Temer), na tentativa de salvar o capitalismo moribundo.

A imprensa burguesa golpista criticou a radicalização das massas, querendo deixar em segundo plano os ataques aos direitos sociais dos trabalhadores.

Outro fato muito importante foi a mobilização contra o judiciário fascista ocorrida, no dia 10/5, em Curitiba, onde mais de 50.000 manifestantes vindos do Brasil inteiro colocaram-se contra a Operação Lava patrocinada pela CIA.

A reação e a ação direta das massas devem aumentar no próximo período, multiplicando-se os enfrentamentos com a burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano, podendo acontecer a erupção das massas operárias e populares, abrindo um situação revolucionária, fato esse que deve ter assustado aos golpistas.

Tanto isso é verdade, que os golpistas decidiram enviar para o Rio de Janeiro, “reforço” da Força Nacional, formada por policiais militares de diversos Estados da federação, para tentar conter a revolta na capital carioca, aumentando o Estado de Sítio que vive a cidade desde as Olimpíadas de 2016.

Combinando com a repressão, dado o esgotamento do regime golpista, o Supremo Tribunal Federal golpista, assustado com a possibilidade do governo naufragar, manobra na tentativa de maquiar o regime golpista de democrático, soltando o ex-ministro do PT, José Dirceu. O que foi criticado pelo Comandante golpista do Exército, que como ele mesmo já disse está de prontidão para uma aventura militar, a qual não pode ser descartada nesta altura.

Por outro lado, a libertação de Zé Dirceu e dos presos durante a greve geral do dia 28/4 é uma importante vitória da luta pela libertação de todos os presos políticos do regime golpista, como Rafael Braga e os demais condenados pela “lei antiterrorismo”.

Além disso, os confrontos no campo explodiram, com os golpistas assassinado 11 camponeses pobres e sem-terra no Mato Grosso, enquanto 13 índios foram feridos no Maranhão, sendo que um corre o risco de perder as mãos, que os jagunços e capangas dos latifundiários tentaram decepar.

Ainda, nas redes sociais, uma índia Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, fez um dramático apelo de apoio e solidariedade aos povos indígenas pela sobrevivência dos mesmos contra as ameaças dos golpistas latifundiários de exterminá-los.

Inclusive, cumpre ressaltar, que os ruralistas assassinos e escravocratas dominam a Câmara dos Deputados e o Senado Federal com mais de 50% dos parlamentares.

Por outro lado, ao contrário do que a mídia golpista vem divulgando a crise econômica persiste, sendo que o governo golpista vai de rombo em rombo, 134 bilhões de reais em 2016, com previsão de 58,2 bilhões de reais (uma semana antes do anúncio o “Estadão” já falava em 60 bilhões de reais de rombo) em 2017, com certeza dinheiro que está sendo desviado da saúde, educação e programas sociais para financiar o golpe, os golpistas e suas instituições.

Os golpistas agora tentam o golpe dentro do golpe, isto é, a tentativa de remover Temer, por Fernando Henrique Cardoso, com eleições indiretas no Congresso Nacional, com o Armínio Fraga, brasileiro naturalizado norte-americano, empregado do megaespeculador George Soros (que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com o apoio do Enclave sionista e terrorista de Israel) no Ministério da Fazenda.

Todavia, o regime golpista dá sinais de esgotamento e as fricções nos setores burgueses aumentaram, principalmente em razão da crise do imperialismo norte-americano, em razão da desorientação do governo Trump, refletindo no PSDB e no DEM, como também no Congresso Nacional, onde o governo Temer tenta de todas as maneiras aprovar à força às “reformas”, utilizando-se de ameaças, da retiradas de cargos nos escalões do governo dos deputados “infiéis” e todo o gangsterismo próprio dos partidos golpistas, o que demonstra que o golpe vive um impasse, podendo naufragar.

Antes desta manobra de altíssimo risco de substituir Temer, a burguesia nacional iniciou uma articulação denominada “Projeto Brasil Nação”, liderada por  Bresser Pereira,  ex-ministro de FHC, que busca uma saída para substituir o regime golpista.

Porém, essa tentativa, como dissemos,  está condenada ao fracasso (poderá no máximo se constituir como uma frente-populista) porque para derrotar o setor da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, somente a classe operária em aliança com os camponeses pobres poderá derrotar os golpistas.

Para tanto, na atual conjuntura, é fundamental a convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora em São Paulo ou no Rio de Janeiro, com delegados eleitos na base das categorias nos Estados da federação brasileira, para substituir as direções tradicionais do movimento operário e popular, que desenvolvem uma política de conciliação e colaboração de classes, por uma nova vanguarda, na perspectiva de formação de um partido operário marxista revolucionário e de uma Internacional Comunista.

Agora com o naufrágio iminente do governo golpista, o movimento operário e popular deve organizar comitês de autodefesa, milícias operárias, populares e camponesas e tomar as ruas, organizando uma greve geral por tempo indeterminado, para derrubar os golpistas e suas instituições, levantando a bandeira de um governo revolucionário operário e camponês, liderado pela CUT, CTB, CSP-Conlutas, MTST e MST, rumo ao socialismo.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Regional ABCD do SJSP lamenta fechamento do ABCD Maior

A Regional ABCD do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo lamenta o anúncio de encerramento das atividades do site ABCD Maior e as consequentes demissões de seus funcionários.

Lamentamos porque o fechamento de mais uma redação representa grande perda para toda categoria, para as sete cidades da região e para a democracia, uma vez que o ABCD Maior representava uma opção de bom Jornalismo à esquerda e voltada para a classe trabalhadora.

Em nenhum momento a empresa procurou a direção do Sindicato para tratar do assunto. Recebemos a notícia através dos próprios trabalhadores, que nos avisaram do afastamento de suas funções nesta terça-feira (9) e das iminentes demissões.

Como representantes da categoria dos jornalistas, iremos acompanhar este processo para garantir que os direitos das trabalhadoras e trabalhadores sejam respeitados.

Por fim, reiteramos nosso compromisso com os jornalistas afastados e nos colocamos à disposição para negociar com a empresa aquilo que for melhor para os funcionários.

Regional ABCD do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo,

10 de maio de 2017.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Regime golpista é abalado pela greve geral

© foto: Reprodução/Internet

A greve geral do dia 28/4 paralisou o Brasil inteiro, tendo repercussão internacional, abalando e aprofundando a crise do governo golpista de Michel Temer. Em várias localidades teve confrontos com a repressão golpista, notadamente em São Paulo e no Rio de Janeiro, o que demonstra o enorme descontentamento da população contra os golpistas e seus planos de acabar com a legislação trabalhista e a previdenciária, extinguindo a aposentadoria, para escravizar e recolonizar o Brasil (inclusive os próprios institutos burgueses de pesquisas comprovaram isso, detectando a impopularidade quase total de Michel Temer), na tentativa de salvar o capitalismo moribundo.

A imprensa burguesa golpista criticou a radicalização das massas, querendo deixar em segundo plano os ataques aos direitos sociais dos trabalhadores. A reação e a ação direta das massas devem aumentar no próximo período, multiplicando-se os enfrentamentos com a burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano, podendo acontecer a erupção das massas operárias e populares.

Tanto isso é verdade, que os golpistas decidiram enviar para o Rio de Janeiro, “reforço” da Força Nacional, formada por policiais militares de diversos Estados da federação, para tentar conter a revolta na capital carioca, aumentando o Estado de Sítio que vive a cidade desde as Olimpíadas de 2016.

Combinando com a repressão, dado o esgotamento do regime golpista, o Supremo Tribunal Federal golpista, assustado com a possibilidade do governo naufragar, manobra na tentativa de maquiar o regime golpista de democrático, soltando o ex-ministro do PT, José Dirceu. O que foi criticado pelo Comandante golpista do Exército.

Tal fato é uma importante vitória da luta pela libertação de todos os presos políticos do regime golpista, como Rafael Braga e os presos na Greve Geral de 28/4. Não obstante, não devemos abaixar a guarda, mas sim aprofundar a luta, organizando a ocupação de Curitiba no dia 10/5 contra a prisão de Lula.

Além disso, os confrontos no campo explodiram, com os golpistas assassinado 11 camponeses pobres e sem-terra no Mato Grosso, enquanto 13 índios foram feridos no Maranhão, sendo que um corre o risco de perder as mãos, que os jagunços e capangas dos latifundiários tentaram decepar.

Ainda, nas redes sociais, uma índia Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, fez um dramático apelo de apoio e solidariedade aos povos indígenas pela sobrevivência dos mesmos contra as ameaças dos golpistas latifundiários de exterminá-los. Inclusive, cumpre ressaltar, que os ruralistas assassinos e escravocratas dominam a Câmara dos Deputados e o Senado Federal com mais de 50% dos parlamentares.

Por outro lado, ao contrário do que a mídia golpista vem divulgando a crise econômica persiste, sendo que o governo golpista vai de rombo em rombo, 134 bilhões de reais em 2016, com previsão de 58,2 bilhões de reais em 2017, com certeza dinheiro que está sendo desviado da saúde, educação e programas sociais para financiar o golpe, os golpistas e suas instituições.

A conjuntura política obrigou o PSDB e o DEM, representantes da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, a deixar em segundo plano, o golpe dentro do golpe, isto é, a tentativa de substituir Temer, por Fernando Henrique Cardoso, com o Armínio Fraga, brasileiro naturalizado norte-americano, empregado do megaespeculador George Soros (que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com o apoio do Enclave sionista e terrorista de Israel) no Ministério da Fazenda.

Todavia, o regime golpista dá sinais de esgotamento e as fricções nos setores burgueses aumentaram, principalmente em razão da crise do imperialismo norte-americano, em razão da desorientação do governo Trump, refletindo no PSDB e no DEM, como também no Congresso Nacional, onde o governo Temer tenta de todas as maneiras aprovar à força às “reformas”, utilizando-se de ameaças, da retiradas de cargos nos escalões do governo dos deputados “infiéis” e todo o gangsterismo próprio dos partidos golpistas, o que demonstra que o golpe vive um impasse, podendo naufragar.

Um prova disso é a articulação denominada “Projeto Brasil Nação” de um setor da burguesia nacional, ligada ao ex-ministro de FHC e ao PSDB, Bresser Pereira, que busca uma saída para substituir o regime golpista.

Porém, essa tentativa está condenada ao fracasso (poderá no máximo se constituir como uma frente-populista) porque para derrotar o setor da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, somente a classe operária em aliança com os camponeses pobres poderá derrotar os golpistas, organizando comitês de autodefesa, milícias operárias, populares e camponesas, instaurando um governo revolucionário operário e camponês, rumo ao socialismo.

Para tanto, na atual conjuntura, é fundamental a convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora em São Paulo ou no Rio de Janeiro, com delegados eleitos na base das categorias nos Estados da federação brasileira, para substituir as direções tradicionais do movimento operário e popular, que desenvolvem uma política de conciliação e colaboração de classes, por uma nova vanguarda, na perspectiva de formação de um partido operário marxista revolucionário e de uma Internacional Comunista.

terça-feira, 2 de maio de 2017

1° de Maio de Luta contra o fascismo do prefeito João Dória

O 1º de Maio da CUT em São Paulo foi de luta contra o fascismo do prefeito João Dória. A atividade da CUT estava marcada com bastante antecedência, porém o prefeito entrou na Justiça burguesa para prejudicar a 1° de Maio em São Paulo, forçando a transferência do local da Avenida Paulista para a Praça da República.

Mesmo assim, a CUT iniciou o 1° de Maio na Avenida Paulista, fazendo um protesto e uma grande manifestação em toda a avenida, posicionando um carro de som na Praça do Ciclista, sendo que depois saiu em passeata pela Rua da Consolação até a Praça da República, onde a atividade foi concluída.

Os ataques do prefeito fascista João Dória às centrais operárias demonstram uma das principais características do fascismo, juntamente com o ódio de classe destilado pelo PSDB tucano e o DEM no processo golpista.

Além disso, neste momento,  os golpistas estão fazendo uma escalada no campo, assassinando camponeses pobres, sem-terra, e os povos indígenas. Recentemente, os golpistas assassinaram 11 sem-terras no Mato Grosso e, dia 30/4, feriram a golpes de facão e pauladas (e inclusive deceparam as mãos) 13 índios no Maranhão.

Nas redes sociais, neste final de semana, uma índia do povo Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, fez um apelo dramático  em razão das ameaças de genocídio contra o seu povo, pedindo ajuda e solidariedade à luta dos povos indígenas para sua sobrevivência e contra as atrocidades dos golpistas.

Assim, cumpre às organizações operárias e populares, a partir dos sindicatos, organizarem comitês de autodefesa, milícias operárias e populares, comitês de luta contra o golpe, na perspectiva da derrubada revolucionária dos golpistas, visando a instauração de um governo revolucionário operário e camponês, rumo ao socialismo.