terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Solidariedade com os trabalhadores, camponeses e jovenes sírios! Abaixo o regime de Assad! Abaixo qualquer intervenção imperialista! Abaixo a Frente Fatah al-Cham e as outras frentes fascistas islâmicas!

Em 13 de dezembro de 2016, as forzas do regime de Baas de Bachar-Al- Assad, com a ajuda das tropas do Hezbollah do Líbano, as milícias chiitas do Irã e o apoio decisivo do imperialismo russo conseguiram retomar a cidade de Alep. Ninguém pode dizer quantas pessoas fugíram de lá desde o começo do ataque a essa cidade que era antigamente, próspera. A leste ainda deviam viver nela 250 000 pessoas quando entraram as tropas de Assad. Meses de cerco tiveram como resultado um desmoronomento de primeiros auxílios, de abastecimento, de alojamentos, de equipamentos. As descargas de explosivos dos helicópteros de exército sírio e dos aviões do exército russo, da artilharia, assim como os atos de violência dans milícias djihadistas continuaram a manter uma incríve atmosfera de terror.

Os regimes islamistas da Turquia e do golfo arábico-pérsico, os imperialismos americano e do oeste europeu apoiaram abertamente os salafistas e os djihadistas através das armas e das informações. Eles chegaram até a batizar de novo os afiliados a Al-Qaida, que era o alvo da “guerra contra o terrorismo” depois de setembro de 2001, dando a garantia do estabelimento da paz na região.

A partir do término de 2006, o objetivo da política exterior dos Estados Unidos era o de desestabilizar “o governo sírio por todos os meios possíveis”. Isso implicou na incitação a conflitos fanáticos entre sunitas e chiitas, a encorajar toda hostilidade ao regime de Baas, a organizar a assistência das “forças de oposição” pelas monarquias do Golfo e dos E.U.A..

Os mestres wahhabitas da Arábia Saudita tiveram então o sinal verde para financiar, armare treinar todos os tipos de grupos islâmicos.

Em 2011, no fluxo dos protestos de massa na Tunísia e no Egito que conduziram à queda dos dois regimes ditatoriais, na Síria aconteceu uma mobilizição mais modesta. O centro de Damas, particularmente, não foi afetado em nada. O regime dos Assad, com sua brutalidade sem igual, esmagou imediatamente as manifestações. A falta de partidos operários revolucionários na região conduziu ao fracasso todas as tentativas das massas para derrotar o jugo dos opressores locais e de seus protetores imperialistas. Pode-se incumbir a responsabilidade disso ao estalinismo. Desde a decáda de 30, os partidos comunistas dos países semi-coloniais subordinaram os interesses dos trabalhadores aos da burguesa nacional em nome da “revolução nacional” ou do “anti-imperialismo”, fazendo da classe operária um auxiliar da burguesia local.

Depois da derrocada do Shah do Irã pela revolução (1978) e da contra-revolução fascista chiita conduzida pelo clero (1979), o imperialismo americano tentou recuperar ai a influência que tivera, apoiando-se em seus principais aliados na regiâo, Israel e Arábia. Os imperialistas nunca foram suficientemente vigilantes sobre a escolha de seus triunfos locais, mesmo que, os mesmos grupos islamo-fascistas que na véspera tinham sido denunciados como terroristas, são hoje aclamados como combatentes da liberdade. Assim como o apoio dos EEUU aos mudjahidins anti-comunistas no Afeganistão nos años 80, que propagou o fascismo islâmico, sua invasão ao Iraque em 2013 empurrou os oficiais à clandestinidade onde eles constituíram o estado maior de Daech.

Quando então o controle imperialista da região se enfraqueceu afetado, o governo de Israel se aproveitou para dominar mais ainda a Cisjordânia e desencadear ofensivas muito violentas contra a população palestina em Gaza em 2008, 2012, 2014. Na Turquia – um membro do OTAN – as frações clericais da burguesia estableceram um regime islâmico. Um dos objetivos do novo regime, na continuidade da fração kemalista da burguesia, é o de impedir o surgimento de uma nação curda em detrimento de seu território, e mesmo o de sua fronteira com a Síria. Os diferentes partidos burgueses curdos tentam lançar as bases diplomáticas de um Curdistão independente através de alianças militares com um ou outro imperialismo, com um ou outro poder regional. A luta heróica dos trabalhadores curdos na Síria, na Turquia, no Iraque e no Irã é desta maneira desviada em manobras diplomáticas que conduzem, fatalmente, à traição dos interesses das masses curdas.

Com a intervenção direta do imperialismo russo na Síria, em setembro de 2015, a situação ficou mais grave. Em sua luta pela partilha do mundo, os imperialismos americano e russo na Síria se desafiam, depois da Ucrânia, na Síria e no Iraque. A batalha pelo controle do Oeste da Ásia entre os imperialismos que se opõem e os Estados burgueses rivais (Síria, Irã e Iraque de um lado; Arábia Saudita, Qatar e Turquia de outro) essa batalha se dá em detrimento dos trabalhadores, das mulheres, dos velhos, das crianças. A limpeza étnica a exterminação das minorias nacionais ou religiosas levaram milhões de mulheres e homens a fugir. Eles foram deslocados em seu próprio país ou refugiados em outros.

As abominações e a caminhada à barbárie causadas pela dominação do sistema imperialista na oeste da Asia alimentaram racionícios absurdos e perigosos nos centristas de todo tipo em todo o mundo.

De um lado, há aqueles que justificam sua ação como sendo uma “frente unida anti-imperialista” com o islamismo, posto que eles são vistos e interpelados como combatentes consequentes contra o “imperialismo”. Sob diferentes variantes, como a posição da LOI argentina e de sua FLTI, do CWG neozelandês e de seu CLC, e do RKOB austríaco e de sua TICR... O suposta FUAI, de acordo com esses oportunistas, seria o único meio de defender uma mítica “revolução síria que duraria desde há mais de cinco anos sem partido operário revolucionário, nem mesmo uma atividade da classe operária.

Por outro lado, encontramos que há “revolucionários” como o britânico SF, seu CLQI,o site americano WSWS e sua “4ª Internacional”, que defendem o regime apresentando como “uma frente unida anti-imperialista” seu apoio ao carrasco de massa. Assad e a suas muletas reacionárias, o Irã islamista e a Rússia imperialista.

Enquanto os imperialismos ocidentais, os governos, os principais partidos e os meios massivos de comunicação deixam correr lágrimas de crocodilo sobre a “catástrofe humanitária” da cidade de Alep, ocultam que se trata da mesma situação em Mossul, a segunda cidade do Irak. “Desde o começo das operações em Mossul – que tiveram seu início no dia 17 de outubro – pelo menos 99 300 iraquianos tiveram que se mudar” (ONU, 16 de dezembro). Os bombardeios permanentes pelas forças iraquianas, estadunidenses, francesas, britânicas e canadenses destroem a aglomeração e infligem forçosamente numerosas vítimas na população civil.

Os exércitos do Iraque, dos Estados Unidos, da Grã Bretanha e o exército curdo tomam Mossoul outra vez a Daech, não por ser este clerical e opressor, mas porque ele pretende combater todas as potências estrangeiras e pôr um termo a todas as fronteiras, heranças docolonialismo. Um dos objetivos da coalição é, provavelmente, o de obrigar as tropas do estado islâmico a partir para a Síria e de enfraquecer seu regime, assim como as posições iranianas e russas. Aliás, parece que Daech, por ocasião da ofensiva contra Alep, conseguiu retomar o controle da Palmira.

Para mostrar sua solidariedade com as massas da populaçao síria, a classe operária internacional deve impor frentes de sindicatos e de partidos operários para abrir as fronteiras aos refugiados, para combater o imperialismo no seu próprio país, para se opor a toda e qualquer intervenção seja de que lado fôr, para impor a retirada imediata de todos os aviões, navios e forças imperialistas especiais. Ao mesmo tempo, o movimento operário não deve fazer nenhuma concessão a uma burguesia pan-árabe pouco laica, ou à burguesia pan-islâmica super reacionária.

“O principal inimigo está em nosso país” é o princípio de base do proletariado internacional.

Ele mostra qual é a via para a vitória, a derrocada da burguesia, a proclamação de um governo operário e camponês no Iraque e na Síria, o estabelecimento da federação socialista do Oriente Próximo e da república universal de conselhos.

18 de dezembro de 2016, Coletivo Revolução Permanente, Patronsuz Dünya (Turquia) e Tendência Marxista-Leninista (Brasil)

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