sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Acidente aéreo mata ministro Teori, do STF, no auge do acirramento entre PMDB e PSDB

© foto: Agência Brasil (EBC)

O avião que transportava o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, caiu no mar, na cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, matando todos os ocupantes.

A morte de Teori Zavascki, que era relator dos processos da Operação Lava Jato, ocorre no momento de acirramento das disputas entre o PMDB e o PSDB, entreguista e pró-imperialista, que ao que tudo indica controla totalmente o Poder Judiciário, os quais vêm preparando a derrubada de Michel Temer do poder, ou seja, uma golpe dentro do golpe, como ocorreu em 1968 com o Ato Institucional n. 5 (AI5), que foi um golpe dentro do golpe de 1964.

Os golpistas aumentaram sua escalada com as eleições municipais, ocorridas em outubro de 2016, de forma profundamente antidemocrática, controlada e sangrenta, com 45 atentados e 29 mortes.

Agora a facção mais direitista dos golpistas, o PSDB, está atacando a facção que controla o Congresso Nacional, utilizando o judiciário ultra-reacionário. Assim, o PMDB se tornou a bola da vez, com as prisões dos ex-governadores do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e Anthony Garotinho (a prisão deste foi revogada), com a tentativa de afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado, e a agora com a disputa para eleger o novo presidente da Câmara dos Deputados, tudo isso aprofundando a crise institucional.

O objetivo do golpe dentro do golpe é eleger Fernando Henrique Cardoso presidente do Brasil, a partir de 2017, em eleição indireta no Congresso Nacional fantoche, colocando no Ministério da Fazenda o brasileiro naturalizado norte-americano Armínio Fraga, empregado do mega especulador grego George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel, tudo isso visando de apressar e aumentar o ataque à classe trabalhadora, porque o PSDB considera Michel Temer e seu ministro da fazenda, Henrique Meirelles, lentos demais nos ataques à população do País, ou, ainda, propiciar a intervenção militar como a propugnada pelo general Rômulo Pereira, que aliás já vem ocorrendo desde as Olimpíadas. Inclusive, recentemente, no dia 10/12, a Grande Recife e 14 municípios, foram ocupados militarmente, sob pretexto de motim da Polícia Militar.

Momentaneamente, a escalada golpista do PSDB entrou num impasse com  os massacres de mais de 100 presos no norte e nordeste do País, os quais não são mais do que a face monstruosa do golpe perpetrado em 2016 pela burguesia nacional e o imperialismo norte-americano, sendo certo que, se não for derrotado o golpe, essa “política” do sistema carcerário se espalhará para a Saúde, Educação e às condições de trabalho.

Assim, todo esse caos não é por acaso. É motivado pelo fato da crise econômica ter aumentado desde que os golpistas assumiram o poder em maio deste ano. Em setembro passado houve um rombo recorde nas contas públicas de R$ 26,7 bilhões, sendo certo que todos os indicadores econômicos se deterioraram.

A conjuntura política brasileira é bastante delicada, com os podres poderes em profunda crise, com a economia naufragando totalmente.

No dia 7 de janeiro passado, no nosso artigo “Barbárie nos presídios: a ponta do ‘iceberg´ da política golpista” constatávamos que:

“Assistimos a uma disputa fratricida entre os golpistas, do PSDB contra o PMDB com os ataques a Cabral, Garotinho e Renan, mas também dentro do próprio PSDB, com Alckmin, apesar de ter conseguido eleger o prefeito de São Paulo João Dória, sofrendo ataques do ministro José Serra, do senador Aécio Neves e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em retaliação a Alckmin, a outra facção do PSDB reconduziu o senador Aécio Neves como presidente do PSDB. É a chamada de briga de cachorro grande.”

Já vai se tornando uma tradição que, nos momentos críticos da política brasileira, pequenos aviões caiam, como aconteceu na acirrada disputa das eleições presidenciais de 2014 com a morte do candidato Eduardo Campos.

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