sábado, 22 de julho de 2017

Rio de Janeiro: decretado o estado de sítio permanente

O ministro renegado e golpista Raul Jungmann anunciou ontem, dia 21 de julho, que as Forças Armadas, Exército, Marinha e Aeronáutica, “vão ajudar na segurança do RJ até 2018” (Portal da Globo, 21/7).

Na verdade, nova ofensiva contra a população pobre e negra do Rio de Janeiro, rebelada em razão da falência completa do Estado fluminense, e agora com o aprofundamento da crise econômica, como demonstram os aumentos dos combustíveis.

Os golpistas faliram o Estado do Rio de Janeiro, sendo que o governador Luiz Fernando Pezão, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) sequer está pagando os vencimentos (salários) dos funcionários públicos cariocas, que se encontram atrasados.

Segundo o Portal Globo, “Os militares permanecerão nas ruas da cidade até dezembro de 2018. O ministro não informou o efetivo das tropas que participarão das ações.” Mas em seguida quase tudo fica esclarecido:

“No momento seguinte se passa para essa operação e se iniciam outras e mais outras. No caso das Forças Armadas nós não precisamos de muitos recursos de fora. Só para dar um exemplo, a Vila Militar, que é a maior unidade militar da América do Sul, tem 12 mil homens. Ou seja, só em caso de necessidade de uma macro-operação em apoio às ações policiais caso seja necessário.”

O Rio de Janeiro, desde as Olimpíadas de 2016 já vinha sendo atacado pelo Exército, que  chegou a matar populares, sendo um deles um adolescente, perpetrando inominável covardia.

Isso tudo é o resultado do golpe que destituiu a presidente Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores (PT), implicando no fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a condenação de Lula e a perseguição sistemática aos sindicatos, às centrais sindicais e ao movimento operário e popular, que segue com a possibilidade do golpe dentro do golpe, com o golpista Rodrigo Maia, do Democratas (DEM, ex-Partido da Frente Liberal – PFL -  e ALIANÇA RENOVADORA NACIONAL – ARENA, o partido da ditadura militar de 1964), presidente da Câmara dos Deputados, articulando a derrubada do golpista Michel Temer, abrem essa perspectiva da escalada golpista rumo à ditadura e ao fascismo.

Rodrigo Maia conta com o apoio do “mercado”, isto é, da burguesia, principalmente a pró-imperialista, representada pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), sobretudo do capital financeiro, dos bancos, controlando o Congresso Nacional, o Judiciário e o Ministério Público (estas duas últimas instituições são elitistas, conservadoras e reacionárias, não se submetendo ao sufrágio universal, ao voto, ao povo, e ultimamente têm realizado atuação política de forma aberta, ao arrepio de suas leis orgânicas e da  Constituição da República que na prática foi revogada pelos golpistas, com apoio do Supremo Tribunal Federal.

A consumação do golpe dentro do golpe poderá proporcionar mais ataques como estes, pois o programa de Rodrigo Maia vai mais além do que o de Michel Temer (“Uma ponte para o futuro”), pois inclui ainda, além das “Reformas Trabalhista e Previdenciária”, a tal “Reforma Tributária”, para desonerar os industriais e os banqueiros, e da “Segurança Pública”, o que demonstra que irá implementar a política ditada diretamente pelo imperialismo, principalmente, o norte-americano (Departamento de Estado, FBI e CIA), na mesma linha da “Operação Lava Jato”, concebida para perseguir o Partido dos Trabalhadores (PT) e os empresários nacionais (a burguesia nacional), que colaboraram com os governos de Lula e Dilma, tudo isso para implementar a terceirização, acabar com a CLT e a aposentadoria e as leis previdenciárias, aumentar o genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades e massacrar ainda mais a população carcerária brasileira (700.000 presos,  4ª população carcerária do  mundo), aumentar os massacres cotidianos dos camponeses e exterminar os povos indígenas, enfim, escravizando e recolonizando o Brasil.

Romper com a política de conciliação de classes do PT e do PSOL 

O conjunto da classe operária, para deter essa escalada golpista, precisa entrar em movimento, rompendo a paralisia imposta pelas direções pequeno-burguesas reformistas e pelegas do PT e do PSOL, porque essa política eleitoreira tem levado o movimento popular a um beco sem saída, aplainando o terreno para o avanço da burguesia e do imperialismo, o que levou à derrubada presidenta Dilma Rousseff .

É preciso desmascarar Marcelo Freixo, defensor das ultra-reacionárias UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e o PSOL, defensor da também ultra-reacionária farsa  da “Operação Lava Jato”.

Convocar um Congresso de base da classe trabalhadora 

Assim sendo, cumpre ao movimento operário e popular buscar a ação direta, convocar um Congresso de base da classe trabalhadora, com delegados eleitos nos Estados, a ser realizado em São Paulo, para discutir um plano de lutas contra o desemprego que atinge 14 milhões de brasileiros, buscando a instituição de um Fundo Desemprego, com cada trabalhador empregado doando 0,5% (meio por cento) do salário para esse Fundo; pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salário, para que todos trabalhem; com a escala móvel de salários, com os aumentos sendo de acordo com a inflação e ganhos reais; formação de milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos; formação de um partido operário marxista e revolucionário; na perspectiva de uma greve geral por tempo indeterminado para a derrubada do regime golpista; rumo a um governo operário e camponês e a uma Internacional Operária e Revolucionária.

domingo, 16 de julho de 2017

Brasil rumo à ditadura e ao fascismo

O fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a condenação de Lula e possibilidade do golpe dentro do golpe, com o golpista Rodrigo Maia, do Democratas (DEM, ex-Partido da Frente Liberal – PFL -  e ALIANÇA RENOVADORA NACIONAL – ARENA, o partido da ditadura militar de 1964), presidente da Câmara dos Deputados, articulando a derrubada do golpista Michel Temer, abrem a perspectiva da escalada golpista rumo à ditadura e ao fascismo.

Rodrigo Maia, conta com o apoio do “mercado”, isto é, da burguesia, principalmente a pró-imperialista, representada pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), sobretudo do capital financeiro, dos bancos, controlando o Congresso Nacional, o Judiciário e o Ministério Público (estas duas últimas instituições são elitistas, conservadoras e reacionárias, não se submetendo ao sufrágio universal, ao voto, ao povo, e ultimamente têm realizado atuação política de forma aberta, ao arrepio de suas leis orgânicas e da Constituição da República).

A consumação do golpe dentro do golpe poderá proporcionar mais ataques aos trabalhadores e à maioria oprimida nacional, pois a “plataforma” do golpista Rodrigo Maia vai mais além do que a de Michel Temer (“Uma ponte para o futuro”), pois inclui ainda, além das “Reformas Trabalhista e Previdenciária”, a tal “Reforma Tributária” e da “Segurança Pública”, o que demonstra que irá implementar a política ditada diretamente pelo imperialismo, principalmente, o norte-americano (Departamento de Estado, FBI e CIA), na mesma linha da “Operação Lava Jato”, concebida para perseguir o Partido dos Trabalhadores (PT) e os empresários nacionais (a burguesia nacional), que colaboraram com os governos de Lula e Dilma, tudo isso para implementar a terceirização, acabar com a CLT e a aposentadoria, aumentar o genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades e massacrar ainda mais a população carcerária brasileira (700.000 presos,  4ª população carcerária do  mundo), enfim, escravizando e recolonizando o Brasil.

O conjunto da classe operária, para deter essa escalada golpista, precisa entrar em movimento, rompendo a paralisia imposta pelas direções reformistas e pelegas, que levam uma política de conciliação e colaboração de classes, eleitoreira e parlamentarista, que tem levado o movimento popular a um beco sem saída, aplainando o terreno para o avanço da burguesia e do imperialismo, o que levou à derrubada presidenta Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores (PT).

Assim sendo, cumpre ao movimento operário e popular buscar a ação direta, convocar um Congresso de base da classe trabalhadora, com delegados eleitos nos Estados, em São Paulo ou no Rio de Janeiro, para discutir um plano de lutas contra o desemprego que atinge 14 milhões de brasileiros; pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salário, para que todos trabalhem; com a escala móvel de salários, com os aumentos sendo de acordo com a inflação e ganhos reais; formação de milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos; formação de um partido operário marxista e revolucionário; na perspectiva de uma greve geral por tempo indeterminado para a derrubada do regime golpista; rumo a um governo operário e camponês e a uma Internacional Operária e Revolucionária.

Mais do que nunca, a alternativa é o Socialismo!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Partido da ditadura militar poderá assumir a presidência da República

O golpista Rodrigo Maia, do Democratas (DEM), presidente da Câmara dos Deputados, está articulando a derrubada do golpista Michel Temer, do PMDB (Partido do Movimento Democrática Brasileiro). Para tanto, conta com o apoio do “mercado”, isto é, da burguesia, principalmente a pró-imperialista, representada pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), sobretudo do capital financeiro, dos bancos.

Isto significa a volta ao poder do Partido da Frente Liberal (hoje DEM), partido que sucedeu a ARENA (Aliança Renovadora Nacional), o partido formado pelos militares golpistas de 1964, que defendiam os interesses do imperialismo norte-americano.

A consumação do golpe dentro do golpe poderá proporcionar mais ataques aos trabalhadores e à maioria oprimida nacional, pois a “plataforma” do golpista Rodrigo Maia vai mais além do que a de Michel Temer (“Uma ponte para o futuro”), pois inclui ainda, além das “Reformas Trabalhista e Previdenciária", a tal “Reforma Tributária” e da “Segurança Pública”, o que demonstra que irá implementar a política ditada diretamente pelo imperialismo, principalmente, o norte-americano (Departamento de Estado, FBI e CIA), na mesma linha da “Operação Lava Jato”, concebida para perseguir o Partido dos Trabalhadores (PT) e os empresários nacionais (a burguesia nacional), que colaboraram com os governos de Lula e Dilma, tudo isso para implementar a terceirização, acabar com a CLT e a aposentadoria, escravizando e recolonizando o Brasil.

Assim, o “plano” do golpista Rodrigo Maia é implementar a mesma política econômica que o militar ditador Augusto Pinochet implementou no Chile a partir de 11 de setembro de 1973, aplicando os “ensinamentos” da Escola de Economia de Chicago, desonerando a burguesia e o imperialismo de pagamento de impostos, com a aplicação de uma política “liberal”, que significou o mais brutal ataque ao proletariado chileno.

Logicamente, a política econômica de Pinochet de ataque à classe trabalhadora não deu certo. Aí os economistas, a burguesia chilena e o imperialismo norte-americano cinicamente disseram que a política econômica não deu certo por causa da ditadura. Na verdade, a política econômica só foi aplicada em razão do golpe, da ditadura, sendo que, do ponto de vista da burguesia chilena e do imperialismo norte-americano, ela foi um sucesso porque recolonizou e escravizou o Chile.

Todavia, com relação à tributação no Brasil, é importante destacar alguns pontos: aqui não se tributa dividendos e não há imposto sobre grandes fortunas (está na Constituição Federal, mas não foi regulamentado). Nos Estados Unidos, este imposto é de 20% a 40%; na Inglaterra de Margareth Tchatcher era de 38%. O imposto sobre herança no Brasil é de 3%, enquanto no Chile, paraíso neo-liberal, é de 12%. Economistas, na época em que Joaquim Levy era ministro, calcularam que se o Brasil tivesse imposto sobre grandes fortunas, taxando apenas 5%, conseguiria 90 bilhões de reais, quantia bem superior aos 18 bilhões que Levy queria retirar do sangue e suor dos trabalhadores.

Combinado com isso, o golpista Rodrigo Maia prepara uma “Reforma na Segurança Pública”,  com certeza para espalhar o estado de sítio que o Rio de Janeiro vive hoje aos demais estados da federação brasileira, o que redundará no aumento do genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades e da população carcerária massacrada nos presídios com a política de encarceramento em massa do Poder judiciário brasileiro (o Brasil possui a 4ª população carcerária do mundo, em torno de 700.000 presos).  

Para agravar a situação política nacional, o principal partido da ditadura militar de 1964 está prestes a assumir a presidência da República, o que tende a aumentar os ataques à classe trabalhadora e a seus direitos, o que deverá levar ao colapso a política eleitoreira de “diretas já”, dos partidos e das organizações da esquerda pequeno-burguesa, democratizantes e centristas, como PT, PSOL, PSTU, MAIS, etc., porque, evidentemente, num quadro como este, como sempre dissemos, em eleições controladas sempre ganha o partido golpista, como na ditadura militar de 1964 a ARENA sempre vencia as eleições antidemocráticas e fraudadas.

Assim sendo, cumpre ao movimento operário e popular convocar um Congresso de base da classe trabalhadora, com delegados eleitos nos Estados, em São Paulo ou no Rio de Janeiro, para discutir um plano de lutas contra o desemprego que atinge 14 milhões de brasileiros; pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salário, para que todos trabalhem; com a escala móvel de salários, com os aumentos sendo de acordo com a inflação e ganhos reais; formação de milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos; formação de um partido operário marxista e revolucionário; na perspectiva de uma greve geral por tempo indeterminado para a derrubada do regime golpista; rumo a um governo operário e camponês e a uma Internacional Operária e Revolucionária.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Organizar a greve geral de massas por tempo indeterminado

A Tendência Marxista-Leninista publica abaixo o artigo da Liga Bolchevique Internacionalista (LBI), em razão de concordar com sua análise da conjuntura brasileira atual, notadamente a necessidade da luta contra a burocracia sindical pelega e reformista, a defesa da palavra de ordem de greve geral por tempo indeterminado e a bandeira do Congresso nacional da classe trabalhadora na perspectiva do poder proletário.

30 DE JUNHO

PARA DERRUBAR TEMER, SUAS REFORMAS NEOLIBERAIS E O REGIME BURGUÊS É PRECISO CONVOCAR UMA GREVE GERAL DE MASSAS, ATIVA E INSSUREICIONAL POR TEMPO INDETERMINADO!

SUPERAR OS “DIAS DE LUTA” IMPOSTOS PELA BUROCRACIA SINDICAL QUE NÃO PASSAM DE INSTRUMENTOS DE PRESSÃO SOBRE O CONGRESSO DE BANDIDOS!

ORGANIZAR UM CONGRESSO NACIONAL DOS TRABALHADORES COMO EMBRIÃO DE ORGANISMOS DE PODER PROLETÁRIO E SOCIALISTA!

Neste dia 30 de Junho ocorre um “Dia de paralisações e mobilizações contra Reforma Trabalhista”. Anteriormente convocado com o caráter de “Greve Geral” de 24hs, as direções das principais centrais sindicais (CUT, CTB, FS, UGT) trataram de transformar a data em um mero instrumento de pressão sobre o congresso de bandidos com o objetivo de alterar alguns pontos da reforma trabalhista no parlamento.

Uma prova do que afirmamos é que não há nenhum clima de verdadeira paralisação nacional nas bases das categorias, existe um nível de mobilização bem inferior ao que vimos no último 28 de Abril, apesar ter se aprofundado o ódio popular contra Temer. Esse retrocesso ocorre em um momento onde chega ao ápice a crise do governo golpista e das instituições políticas do regime burguês.

Porque esse “descompasso” entre a puteza das massas e a política de suas direções? A razão desse recuo é responsabilidade direta das direções políticas da CUT, CTB, PT e do PCdoB que optaram por não radicalizar a luta de classes, apostando no caminho de desgastar o governo Temer para capitalizar sua crise no terreno eleitoral, via a disputa presidencial em 2018 ou mesmo antes se necessário pelas visas da “Diretas Já”. Por este motivo, enquanto sabotaram a construção de uma Greve Geral de massas e ativa com piquetes, ocupações e corte de estradas, priorizaram domesticados os atos pelas “Diretas Já”, uma espécie de campanha eleitoral antecipada para Lula ou mesmo para o PSOL.

Nesse caminho de traição tiveram o apoio velado ou a não resistência de fato da Conlutas (PSTU) e da Intersindical (PSOL). A chamada “Oposição de Esquerda” optou por fingir que o eixo adotado pela burocracia sindical (“Dia 30, Vamos parar o Brasil contra as Reformas”) fortaleceria a luta por uma futura Greve Geral quando de fato representou o seu desmonte.

Como as Oposições classistas impulsionadas pela TRS-LBI já vínhamos denunciando, este 30/06 não passa de um “dia de protestos” com um caráter atomizado e não centralizado com ocupações e piquetes. Passa bem longe das intenções da CUT, CTB e FS organizar uma verdadeira Greve Geral, ativa e de massas para pôr abaixo o governo golpista e suas reformas neoliberais, seu objetivo é pressionar a CCJ no Senado e o plenário desse covil de bandidos que é o Senado Federal.

Por esta ótica política toda a ação da classe trabalhadora deveria estar concentrada no “Fora Temer”, transformando os “dias de luta” em atos pelas “Diretas Já” no sentido da eleição de um “novo governo legitimado pelas urnas”. Para a cúpula da burocracia sindical e a direção da PT, PCdoB e PSOL não há a perspectiva da Revolução Social e a tomada do poder estatal por parte dos trabalhadores pelas vias não institucionais da democracia dos ricos.

Em nome das Oposições Classistas impulsionadas pelas TRS-LBI convocamos a vanguarda classista do proletariado a atropelar estes pelegos e reformistas construindo pela base uma verdadeira Greve Geral de massas, por tempo indeterminado até a derrubada do “gerente” golpista e seus reais patrões: a classe dominante e seu Estado capitalista de exploração e opressão sobre os trabalhadores e o povo oprimido!

Este é o caminho da vitória dos trabalhadores, sem apostar em nenhuma saída eleitoral e nos marcos da institucionalidade burguesa. Neste momento de aguda crise política e econômica, com o avanço da recessão sobre as costas dos trabalhadores, onde os governos burgueses de todos os matizes políticos e a patronal impõem arrocho salarial e até mesmo reajuste “zero” para os servidores públicos, escalonando e atrasando os salários, é preciso radicalizar nossa luta direta com ocupações de fábricas, terras, piquetes, paralisações nos bancos e escolas, construindo um embrião de poder dos explorados.

No curso desse combate de classe, faz-se necessário organizar um Congresso Nacional dos Trabalhadores, agrupando o movimento operário, popular e estudantil, ampla e democraticamente convocado, que deve ser forjado como uma alternativa de poder dos trabalhadores. As Oposições classistas impulsionadas pela TRS-LBI lançam um chamado franco à toda vanguarda classista, a grupos políticos, sindicais e organizações marxistas para juntos convocarmos um Congresso que aprove uma plataforma de centralização das lutas como alternativa a farsa de uma saída eleitoral nos marcos da institucionalidade burguesa.

O seu caráter não é meramente sindical e sim o embrião de um organismo político de frente única capaz de agrupar todos os setores explorados do país para assentar as bases de um poder de novo tipo, proletário e socialista!

MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA (MOB) - CE
OPOSIÇÃO CLASSISTA DOS QUÍMICOS-SP
OPOSIÇÃO DE LUTA DOS PROFESSORES - CE
OPOSIÇÃO DOS RODOVIÁRIOS - GUARULHOS/SP
OPOSIÇÃO UNIDADE NA LUTA - URBANITÁRIOS – CE
OPOSIÇÃO COMBATIVA DOS PETROLEIROS - RN
TENDÊNCIA REVOLUCIONÁRIA SINDICAL

sábado, 24 de junho de 2017

Repúdio à ingerência da monarquia parasitária e do imperialismo da Noruega

A Tendência Marxista-Leninista manifesta o seu mais veemente repúdio à ingerência e à agressão perpetrada pela primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, a qual imiscuiu em assuntos internos do Brasil, pretextando a corrupção, assim como informou que reduzirá pela metade os recursos destinados ao Fundo de Proteção da Amazônia.

A luta contra o imperialismo norueguês, representado por sua monarquia parasitária, não significa nenhum apoio ao governo golpista de Michel Temer, uma vez que lutamos pela derrubada revolucionária do governo golpista e de todas as suas instituições burguesas.

O nosso posicionamento significa a luta da nação oprimida contra o imperialismo, como nos ensinou Leon Trotsky em sua famosa entrevista ao militante trotskista argentino, Mateo Fossa, ponderando sobre a hipótese de um eventual ataque da Inglaterra imperialista ao Brasil de Getúlio Vargas, quando o velho bolchevique disse que ficaria do lado do Brasil “fascista” de Vargas contra o imperialismo britânico.

Como nos ensinou Lênin, o imperialismo é a fase de decadência do capitalismo, a época dos monopólios, da reação em toda linha, época de guerras e revoluções.

A Noruega é um país imperialista, que teve condições de se desenvolver e se tornar uma país avançado, juntamente com os demais países escandinavos, como Suécia, Dinamarca e Islândia, porque o imperialismo mundial, liderado pelos Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Japão, etc., foram forçados a permitir seu desenvolvimento e não perpetrar a rapina, em razão da proximidade da Noruega e dos países escandinavos da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), uma vez que a Noruega possui 196 km de fronteiras com a Rússia de hoje. O imperialismo mundial fez coisa semelhante também nos casos do enclave terrorista e sionista de Israel e da Coreia do Sul.

A Noruega é fundadora da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em 1949, sendo comparsa do monstro imperialista norte-americano, participando de “missões” da ONU, que como disse Lênin de sua antecessora a Sociedade das Nações, não passa de um covil de bandidos, no Afeganistão, Kosovo e Darfur, ou seja, perpetrando intervenções imperialistas nesses países.

Tudo isso permitiu o desenvolvimento da indústria do petróleo, com descobertas de jazidas no mar do Norte e no Mar da Noruega, sendo o sétimo maior exportador do mundo, representando ¼ de seu PIB; do gás; da pesca; e possuindo a 6ª maior frota mercante mundial, com 1.412 embarcações (Wikipédia).

Os níveis de produtividade horária e o salário médio por hora estão entre os maiores do mundo (Wikipédia).

Possui ricos recursos em campos de gás, hidroeletricidade, peixes, florestas e minerais. Foi o segundo exportador em frutos do mar em 2006 (Wikipédia).

Todavia, a taxa de desemprego de 4,6 em abril/2017 (Trading Economics) é alta tendo em vista o grande desenvolvimento econômico da Noruega, o que sinaliza a necessidade da formação de uma partido operário revolucionário, para derrubar a monarquia parasitária norueguesa como fizeram os bolcheviques russos, instaurando um governo revolucionário do proletariado, expropriando os meios de produção, as fábricas, empresas, os bancos, as universidades, as escolas, as fazendas e as empresas agrícolas, implantando o monopólio do comercio exterior e a economia planificada, rumo ao socialismo e a construção de uma Internacional operária e revolucionária.

Por outro lado, nós trabalhadores brasileiros devemos ficar de olho nas empresas, fábricas e bancos noruegueses no Brasil para, na primeira oportunidade, expropriá-los (sem indenização).

A TML conclama as organizações operárias e populares a promover atos contra o governo da Noruega nos consulados da mesma nos Estados e em sua embaixada em Brasília, tendo como data indicativa o dia 30 de junho, dia da Greve Geral.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Golpe rumo à ditadura: aprovação das “reformas” por medidas provisórias

© foto: Lula Marques

A aventura do golpe dentro do golpe para remover Michel Temer do poder, para a promoção de eleições indiretas no Congresso Nacional, tenta surtir efeito, apesar do aparente impasse causado, com o acirramento das disputas do PSDB, representante da burguesia entreguista pró-imperialista e o PMDB, representante da burguesia nacional, porque Temer cede às pressões e ameaças do setor pró-imperialista, acenando com a possibilidade de aprovação das “Reformas Trabalhistas e Previdenciárias” por meio de Medidas Provisórias.

As Medidas Provisórias são os antigos decreto-leis da Ditadura Militar, mantidos intactos pela “Constituição cidadã” de 1988, que até o Partido dos Trabalhadores recusou-se a assinar porque manteve intacto o aparato repressivo da Ditadura Militar, o que hoje poucas pessoas se lembram.

Embora formalmente algumas matérias não possam ser aprovadas por Medida Provisória, devendo ser aprovadas por Emenda Constitucional, nada assegura que o golpista não tente aprová-las, porque sempre conta com o judiciário golpista (o qual reflete as disputas do PSDB contra o PMDB, como pudemos observar na farsa do julgamento “técnico-jurídico”, na verdade extremamente político,  no Tribunal Superior Eleitoral da Chapa Dilma/Temer).

Portanto, o golpista Temer cede diante da pressão do imperialismo norte-americano e do setor entreguista e pró-imperialista da burguesia, passando por cima do Congresso Nacional, e passando também a ter uma atuação abertamente ditatorial.

Assim, cumpre ao movimento operário e popular seguir mobilizando e preparando a Greve Geral do dia 30 de junho, com a eleição de comandos de greves eleitos democraticamente nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas universidades e nas escolas, visando transformá-la por tempo indeterminado, para romper com a política de conciliação e colaboração de classes da maioria das direções sindicais, que utilizam a greve de um dia apenas como válvula de escape do enorme descontentamento dos trabalhadores, transformando verdadeiramente a CUT, o MST, MTST e a UNE em verdadeiros instrumentos de luta e revolucionários para por abaixo o regime golpista e suas instituições (STF, TSE, MPF, PF, PMs, etc...) , com a formação de comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares.

Para tanto, defendemos a Convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora, no Rio de Janeiro ou em São Paulo, com delegados de base eleitos nos Estados da federação brasileira, para discutir um plano de lutas contra o golpe e tirar uma plataforma de lutas para derrotar aos golpistas.  

Além disso, é fundamental a vanguarda operária revolucionária, organizar-se de forma independente, construindo um verdadeiro partido operário marxista revolucionário, para defender a bandeira da luta pela independência nacional, pela expulsão do imperialismo, como também da luta pela reforma e revolução agrária, com  expropriação do latifúndio, expropriação das empresas agrícolas, rumo ao socialismo, visando a expropriação dos meios de produção, fábricas, empresas, bancos, escolas, universidades, objetivando uma economia planificada, com o monopólio do comércio exterior, na perspectiva de construção de uma Internacional operária e revolucionária.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Editorial da TML: Aonde vai o PT?

O Partido dos Trabalhadores realiza do dia 1º ao dia 3 de junho em Brasília o seu 6º Congresso em meio à profunda crise que se arrasta desde os governos de Dilma Rousseff e de seu “impeachment”.

Ao que tudo indica a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil, a CNB (antiga Articulação), seguirá à frente da direção do partido, pois as demais tendências e correntes internas não formularam nenhuma alternativa à política frente populista de conciliação e colaboração de classes que o PT desenvolve desde os anos 80 do Século passado, que redundou na Carta aos brasileiros de 2002, com a promessa de “cumprir contratos”, uma concessão à burguesia e ao imperialismo para o partido poder assumir a presidência da república.

A direção do PT de forma geral tentou ignorar o movimento golpista, iniciado desde o mensalão, com a condenação de Zé Dirceu, que sequer foi defendido pelo partido, e que prosseguiu com a chamada “Operação Lava Jato”, concebida pela CIA para perseguir o PT e o movimento operário e popular.

A CNB praticamente capitulou sem luta contra o golpe, sempre recusando-se a mobilizar o movimento operário para evitar que este entrasse em cena. A enorme resistência ao golpe foi espontânea e empírica dos movimentos populares, sociais e estudantis, não foi da direção do PT. Essa capitulação sem luta fez com que as bases do PT ficassem alheias à vida interna do partido e se afastassem. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), bastante organizado, é que vem ocupando o espaço deixado, em razão de seus núcleos urbanos.

A greve geral do dia 28 de abril e a batalha de Brasília no dia 24 de maio abalaram o regime golpista, combinadas com o agravamento da crise econômica, com o governo golpista indo de rombo em rombo, agora com o anúncio da projeção de um rombo de 52,8 bilhões de reais no orçamento de 2017 (uma semana antes o “Estadão”, em editorial, falava em 60 bilhões de reais). Tal fato demonstra que não há recuperação econômica nenhuma, pelo contrário a economia está indo à pique, afundando completamente, o que praticamente inviabiliza o plano de recolonização e escravidão do povo brasileiro, eufemisticamente denominado de “Reforma trabalhista e previdenciária”.

Além disso, a “Operação Lava Jato” e o próprio “ativismo judiciário” (na verdade golpista) do MPF e STF estão profundamente desmoralizados como demonstram dois episódios recentes, ou seja, a absolvição de Cláudia Cruz, esposa de ex-deputado Eduardo Cunha, e as trapalhadas da “delação premiadíssima da JBS”.

A burguesia e o imperialismo norte-americano, assim, praticamente foram forçados a, preventivamente, promoverem um golpe dentro do golpe, para remover Michel Temer, “com as gravações da JBS”, uma manobra de altíssimo risco, encontrando-se num enorme impasse, pois embora tenha chegado a um consenso que não dá para seguir com Temer, não conseguem chegar a um consenso em como substitui-lo.

Setores da burguesia tentam incluir o PT num “Acordão” com a participação de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, visando eleições indiretas no Congresso Nacional, conforme aliás estabelece a Constituição Federal, o que é uma tentativa desesperada para comprometer o PT e tentar seguir com as “Reformas”.

Os nomes colocados e discutidos são de arrepiar: FHC, Henrique Meirelles, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes, Nelson Jobim, etc.

Outra alternativa que não pode ser descartada é uma aventura militar, pois como o comandante do Exército disse, estão de “prontidão”, sem falar que, por exemplo, o Rio de Janeiro desde de as Olimpíadas de 2016 encontra-se em Estado de Sítio. Esta manobra também é de altíssimo risco.

Por outro lado, as “Diretas já” num regime de exceção, caso realizadas, colocarão no poder os próprios golpistas, como era na época da Ditadura militar que sempre ganhavam a ARENA e o MDB. Portanto, tal palavra de ordem não passa de jogar areia nos olhos da população, pois é ilusão achar que os golpistas deixarão Lula ganhar eleições, muito menos assumir a presidência da república.

A perspectiva colocada pelo 6º Congresso do PT é bastante sombria, com a continuidade da política de conciliação, colaboração de classes do PT, parlamentarista e sobretudo eleitoreira, política essa que colocará em risco a própria existência do partido, o qual poderá ser ultrapassado pela vanguarda operária e revolucionária, como, por exemplo, aconteceu há exatos 100 anos, com o partido menchevique na Revolução Russa em outubro de 1917, quando os bolcheviques tomaram o poder, através dos Conselhos de deputados operários, camponeses e soldados (os sovietes)..

Com efeito, a conjuntura atual demonstra que "os de cima" não conseguem mais dominar como vinham fazendo antes e "os de baixo" começam a não suportar mais a dominação da burguesia e do imperialismo, sendo que estes vivem uma crise sem precedentes na atualidade, o que poderá abrir uma situação revolucionária, com a erupção das massas operárias e populares.

Assim, cumpre à vanguarda operária e revolucionária apresentar uma alternativa e  reagrupar-se de forma independente, na perspectiva de um programa operário marxista e revolucionário, buscando a convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora,  para substituir as direções burocráticas e pelegas, com o objetivo de impulsionar uma greve geral por tempo indeterminado, com comandos de greve eleitos democraticamente, formação de comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares, para derrubar todos golpistas e suas instituições de forma revolucionária, na perspectiva de um governo operário e camponês.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Derrubar todos os golpistas e suas instituições: greve geral por tempo indeterminado

A burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano que lideram os golpistas e suas instituições (Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal, Ministério Público Federal e Polícia Federal, etc.) entraram em desespero, tentando uma manobra de altíssimo risco, com objetivo de substituir Michel Temer.

Para tanto, armaram uma arapuca para o golpista Temer, que envolveu até o presidente do PSDB tucano, senador Aécio Neves, conspirando contra a Operação golpista denominada Lava Jato, patrocinada pela CIA, que utiliza métodos semelhantes à prisão dos Estados Unidos em Guantánamo, com as “prisões cautelares” (“prisões provisórias e preventivas”) longas, com mais de 2 anos, sem culpa formada (sem acusação) que não passam de tortura, em total desrespeito ao devido processo legal.

Os fatos que vieram à tona mostram o golpista Temer determinando a continuidade do pagamento de propina para o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, preso em Curitiba, para comprar o silêncio do mesmo e de outro preso.

Além disso, mostrou o pedido de propina de Aécio Neves de R$ 2 milhões de reais ao presidente da empresa JBS, Joesley Batista, assim como falando em morte.

O Supremo Tribunal Federal golpista, que manteve Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados  comandando o golpe (“impeachment”) contra a presidente Dilma Rousseff até que ele o concluísse, agora já afastou Aécio Neves e decretou a prisão de sua irmã.   

Ao que parece, toda essa pressa e desespero dos golpistas e suas instituições devem-se à greve geral do dia 28/4 que paralisou o Brasil inteiro, tendo repercussão internacional, abalando e aprofundando a crise do governo golpista de Michel Temer.

Os golpistas e suas instituições devem ter chegado à conclusão que não têm condições de carregar Michel Temer até às eleições de outubro de 2018, em razão do desmoronamento do regime golpista, estando correndo risco de uma intervenção revolucionária das massas, sobretudo do movimento operário.

Todos esses “fatos novos” não são novidades para ninguém. Os golpistas e todos sabem a podridão que está por trás do golpe e das instituições golpistas.

A greve em várias localidades teve confrontos com a repressão golpista, notadamente em São Paulo e no Rio de Janeiro, o que demonstra o enorme descontentamento da população contra os golpistas e seus planos de acabar com a legislação trabalhista e a previdenciária, extinguindo a aposentadoria, para escravizar e recolonizar o Brasil (inclusive os próprios institutos burgueses de pesquisas comprovaram isso, detectando a impopularidade quase total de Michel Temer), na tentativa de salvar o capitalismo moribundo.

A imprensa burguesa golpista criticou a radicalização das massas, querendo deixar em segundo plano os ataques aos direitos sociais dos trabalhadores.

Outro fato muito importante foi a mobilização contra o judiciário fascista ocorrida, no dia 10/5, em Curitiba, onde mais de 50.000 manifestantes vindos do Brasil inteiro colocaram-se contra a Operação Lava patrocinada pela CIA.

A reação e a ação direta das massas devem aumentar no próximo período, multiplicando-se os enfrentamentos com a burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano, podendo acontecer a erupção das massas operárias e populares, abrindo um situação revolucionária, fato esse que deve ter assustado aos golpistas.

Tanto isso é verdade, que os golpistas decidiram enviar para o Rio de Janeiro, “reforço” da Força Nacional, formada por policiais militares de diversos Estados da federação, para tentar conter a revolta na capital carioca, aumentando o Estado de Sítio que vive a cidade desde as Olimpíadas de 2016.

Combinando com a repressão, dado o esgotamento do regime golpista, o Supremo Tribunal Federal golpista, assustado com a possibilidade do governo naufragar, manobra na tentativa de maquiar o regime golpista de democrático, soltando o ex-ministro do PT, José Dirceu. O que foi criticado pelo Comandante golpista do Exército, que como ele mesmo já disse está de prontidão para uma aventura militar, a qual não pode ser descartada nesta altura.

Por outro lado, a libertação de Zé Dirceu e dos presos durante a greve geral do dia 28/4 é uma importante vitória da luta pela libertação de todos os presos políticos do regime golpista, como Rafael Braga e os demais condenados pela “lei antiterrorismo”.

Além disso, os confrontos no campo explodiram, com os golpistas assassinado 11 camponeses pobres e sem-terra no Mato Grosso, enquanto 13 índios foram feridos no Maranhão, sendo que um corre o risco de perder as mãos, que os jagunços e capangas dos latifundiários tentaram decepar.

Ainda, nas redes sociais, uma índia Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, fez um dramático apelo de apoio e solidariedade aos povos indígenas pela sobrevivência dos mesmos contra as ameaças dos golpistas latifundiários de exterminá-los.

Inclusive, cumpre ressaltar, que os ruralistas assassinos e escravocratas dominam a Câmara dos Deputados e o Senado Federal com mais de 50% dos parlamentares.

Por outro lado, ao contrário do que a mídia golpista vem divulgando a crise econômica persiste, sendo que o governo golpista vai de rombo em rombo, 134 bilhões de reais em 2016, com previsão de 58,2 bilhões de reais (uma semana antes do anúncio o “Estadão” já falava em 60 bilhões de reais de rombo) em 2017, com certeza dinheiro que está sendo desviado da saúde, educação e programas sociais para financiar o golpe, os golpistas e suas instituições.

Os golpistas agora tentam o golpe dentro do golpe, isto é, a tentativa de remover Temer, por Fernando Henrique Cardoso, com eleições indiretas no Congresso Nacional, com o Armínio Fraga, brasileiro naturalizado norte-americano, empregado do megaespeculador George Soros (que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com o apoio do Enclave sionista e terrorista de Israel) no Ministério da Fazenda.

Todavia, o regime golpista dá sinais de esgotamento e as fricções nos setores burgueses aumentaram, principalmente em razão da crise do imperialismo norte-americano, em razão da desorientação do governo Trump, refletindo no PSDB e no DEM, como também no Congresso Nacional, onde o governo Temer tenta de todas as maneiras aprovar à força às “reformas”, utilizando-se de ameaças, da retiradas de cargos nos escalões do governo dos deputados “infiéis” e todo o gangsterismo próprio dos partidos golpistas, o que demonstra que o golpe vive um impasse, podendo naufragar.

Antes desta manobra de altíssimo risco de substituir Temer, a burguesia nacional iniciou uma articulação denominada “Projeto Brasil Nação”, liderada por  Bresser Pereira,  ex-ministro de FHC, que busca uma saída para substituir o regime golpista.

Porém, essa tentativa, como dissemos,  está condenada ao fracasso (poderá no máximo se constituir como uma frente-populista) porque para derrotar o setor da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, somente a classe operária em aliança com os camponeses pobres poderá derrotar os golpistas.

Para tanto, na atual conjuntura, é fundamental a convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora em São Paulo ou no Rio de Janeiro, com delegados eleitos na base das categorias nos Estados da federação brasileira, para substituir as direções tradicionais do movimento operário e popular, que desenvolvem uma política de conciliação e colaboração de classes, por uma nova vanguarda, na perspectiva de formação de um partido operário marxista revolucionário e de uma Internacional Comunista.

Agora com o naufrágio iminente do governo golpista, o movimento operário e popular deve organizar comitês de autodefesa, milícias operárias, populares e camponesas e tomar as ruas, organizando uma greve geral por tempo indeterminado, para derrubar os golpistas e suas instituições, levantando a bandeira de um governo revolucionário operário e camponês, liderado pela CUT, CTB, CSP-Conlutas, MTST e MST, rumo ao socialismo.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Regional ABCD do SJSP lamenta fechamento do ABCD Maior

A Regional ABCD do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo lamenta o anúncio de encerramento das atividades do site ABCD Maior e as consequentes demissões de seus funcionários.

Lamentamos porque o fechamento de mais uma redação representa grande perda para toda categoria, para as sete cidades da região e para a democracia, uma vez que o ABCD Maior representava uma opção de bom Jornalismo à esquerda e voltada para a classe trabalhadora.

Em nenhum momento a empresa procurou a direção do Sindicato para tratar do assunto. Recebemos a notícia através dos próprios trabalhadores, que nos avisaram do afastamento de suas funções nesta terça-feira (9) e das iminentes demissões.

Como representantes da categoria dos jornalistas, iremos acompanhar este processo para garantir que os direitos das trabalhadoras e trabalhadores sejam respeitados.

Por fim, reiteramos nosso compromisso com os jornalistas afastados e nos colocamos à disposição para negociar com a empresa aquilo que for melhor para os funcionários.

Regional ABCD do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo,

10 de maio de 2017.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Regime golpista é abalado pela greve geral

© foto: Reprodução/Internet

A greve geral do dia 28/4 paralisou o Brasil inteiro, tendo repercussão internacional, abalando e aprofundando a crise do governo golpista de Michel Temer. Em várias localidades teve confrontos com a repressão golpista, notadamente em São Paulo e no Rio de Janeiro, o que demonstra o enorme descontentamento da população contra os golpistas e seus planos de acabar com a legislação trabalhista e a previdenciária, extinguindo a aposentadoria, para escravizar e recolonizar o Brasil (inclusive os próprios institutos burgueses de pesquisas comprovaram isso, detectando a impopularidade quase total de Michel Temer), na tentativa de salvar o capitalismo moribundo.

A imprensa burguesa golpista criticou a radicalização das massas, querendo deixar em segundo plano os ataques aos direitos sociais dos trabalhadores. A reação e a ação direta das massas devem aumentar no próximo período, multiplicando-se os enfrentamentos com a burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano, podendo acontecer a erupção das massas operárias e populares.

Tanto isso é verdade, que os golpistas decidiram enviar para o Rio de Janeiro, “reforço” da Força Nacional, formada por policiais militares de diversos Estados da federação, para tentar conter a revolta na capital carioca, aumentando o Estado de Sítio que vive a cidade desde as Olimpíadas de 2016.

Combinando com a repressão, dado o esgotamento do regime golpista, o Supremo Tribunal Federal golpista, assustado com a possibilidade do governo naufragar, manobra na tentativa de maquiar o regime golpista de democrático, soltando o ex-ministro do PT, José Dirceu. O que foi criticado pelo Comandante golpista do Exército.

Tal fato é uma importante vitória da luta pela libertação de todos os presos políticos do regime golpista, como Rafael Braga e os presos na Greve Geral de 28/4. Não obstante, não devemos abaixar a guarda, mas sim aprofundar a luta, organizando a ocupação de Curitiba no dia 10/5 contra a prisão de Lula.

Além disso, os confrontos no campo explodiram, com os golpistas assassinado 11 camponeses pobres e sem-terra no Mato Grosso, enquanto 13 índios foram feridos no Maranhão, sendo que um corre o risco de perder as mãos, que os jagunços e capangas dos latifundiários tentaram decepar.

Ainda, nas redes sociais, uma índia Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, fez um dramático apelo de apoio e solidariedade aos povos indígenas pela sobrevivência dos mesmos contra as ameaças dos golpistas latifundiários de exterminá-los. Inclusive, cumpre ressaltar, que os ruralistas assassinos e escravocratas dominam a Câmara dos Deputados e o Senado Federal com mais de 50% dos parlamentares.

Por outro lado, ao contrário do que a mídia golpista vem divulgando a crise econômica persiste, sendo que o governo golpista vai de rombo em rombo, 134 bilhões de reais em 2016, com previsão de 58,2 bilhões de reais em 2017, com certeza dinheiro que está sendo desviado da saúde, educação e programas sociais para financiar o golpe, os golpistas e suas instituições.

A conjuntura política obrigou o PSDB e o DEM, representantes da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, a deixar em segundo plano, o golpe dentro do golpe, isto é, a tentativa de substituir Temer, por Fernando Henrique Cardoso, com o Armínio Fraga, brasileiro naturalizado norte-americano, empregado do megaespeculador George Soros (que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com o apoio do Enclave sionista e terrorista de Israel) no Ministério da Fazenda.

Todavia, o regime golpista dá sinais de esgotamento e as fricções nos setores burgueses aumentaram, principalmente em razão da crise do imperialismo norte-americano, em razão da desorientação do governo Trump, refletindo no PSDB e no DEM, como também no Congresso Nacional, onde o governo Temer tenta de todas as maneiras aprovar à força às “reformas”, utilizando-se de ameaças, da retiradas de cargos nos escalões do governo dos deputados “infiéis” e todo o gangsterismo próprio dos partidos golpistas, o que demonstra que o golpe vive um impasse, podendo naufragar.

Um prova disso é a articulação denominada “Projeto Brasil Nação” de um setor da burguesia nacional, ligada ao ex-ministro de FHC e ao PSDB, Bresser Pereira, que busca uma saída para substituir o regime golpista.

Porém, essa tentativa está condenada ao fracasso (poderá no máximo se constituir como uma frente-populista) porque para derrotar o setor da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, somente a classe operária em aliança com os camponeses pobres poderá derrotar os golpistas, organizando comitês de autodefesa, milícias operárias, populares e camponesas, instaurando um governo revolucionário operário e camponês, rumo ao socialismo.

Para tanto, na atual conjuntura, é fundamental a convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora em São Paulo ou no Rio de Janeiro, com delegados eleitos na base das categorias nos Estados da federação brasileira, para substituir as direções tradicionais do movimento operário e popular, que desenvolvem uma política de conciliação e colaboração de classes, por uma nova vanguarda, na perspectiva de formação de um partido operário marxista revolucionário e de uma Internacional Comunista.

terça-feira, 2 de maio de 2017

1° de Maio de Luta contra o fascismo do prefeito João Dória

O 1º de Maio da CUT em São Paulo foi de luta contra o fascismo do prefeito João Dória. A atividade da CUT estava marcada com bastante antecedência, porém o prefeito entrou na Justiça burguesa para prejudicar a 1° de Maio em São Paulo, forçando a transferência do local da Avenida Paulista para a Praça da República.

Mesmo assim, a CUT iniciou o 1° de Maio na Avenida Paulista, fazendo um protesto e uma grande manifestação em toda a avenida, posicionando um carro de som na Praça do Ciclista, sendo que depois saiu em passeata pela Rua da Consolação até a Praça da República, onde a atividade foi concluída.

Os ataques do prefeito fascista João Dória às centrais operárias demonstram uma das principais características do fascismo, juntamente com o ódio de classe destilado pelo PSDB tucano e o DEM no processo golpista.

Além disso, neste momento,  os golpistas estão fazendo uma escalada no campo, assassinando camponeses pobres, sem-terra, e os povos indígenas. Recentemente, os golpistas assassinaram 11 sem-terras no Mato Grosso e, dia 30/4, feriram a golpes de facão e pauladas (e inclusive deceparam as mãos) 13 índios no Maranhão.

Nas redes sociais, neste final de semana, uma índia do povo Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, fez um apelo dramático  em razão das ameaças de genocídio contra o seu povo, pedindo ajuda e solidariedade à luta dos povos indígenas para sua sobrevivência e contra as atrocidades dos golpistas.

Assim, cumpre às organizações operárias e populares, a partir dos sindicatos, organizarem comitês de autodefesa, milícias operárias e populares, comitês de luta contra o golpe, na perspectiva da derrubada revolucionária dos golpistas, visando a instauração de um governo revolucionário operário e camponês, rumo ao socialismo.

sábado, 29 de abril de 2017

Pela revolução socialista mundial

O capitalismo já deu seu recado
O capitalismo está em declínio desde quando entrou em sua fase imperialista. Isso se manifestou na Europa através da 1ª Guerra mundial em 1914 (que teve seu fim graças às revoluções russa de 1917 e à alemã de 1918) e se manifestou na América devido à crise econômica de 1929.

O meio ambiente da espécie humana se degrada devido à busca do lucro que é o motor do capitalismo. O clima se vê afetado pela emissão dos gazes de efeito estufa (CO 2 , CH 4 ...) A natureza serve de depósito ao capital e poluições múltiplas que podem ser evitadas afetam a saúde dos humanos. Espécies várias desaparecem a cada ano. Os grandes grupos capitalistas se apoderam das terras agrícolas e mineiras em detrimento dos camponeses trabalhadores e do meio ambiente.

A crise capitalista se manifesta em escala mundial em 2007-2009. As crises mais localizadas afetam o Brasil, a Argentina, a Rússia... A Grêcia se afunda na depressão. A retomada mundial de 2009 foi feita com o prejuízo que foi imposto aos explorados, os governos e os bancos centrais tendo salvado, em cada país e cada um por si, seus grandes grupos financeiros e industriais. Os capitalistas, seus Estados nacionais, com a cumplicidade dos partidos “reformistas” e as burocracias intensificaram o trabalho, precarizaram o emprego, flexibilizaram os salários e o tempo de trabalho, diminuíram as prestações sociais, adicionaram a exploração para os alugueis e os juros bancários junto à exploração nos locais de trabalho.

Com a falta da destruição do capital significativo, o crescimento econômico fraco, as trocas comerciais internacionais pararam de se intensificar (elas crescem menos rapidamente do que a produção), o desemprego mundial aumenta (o empredo cresce a um ritmo menos rápido do que a população ativa), a especulação financeira prossegue. Se a classe operária (operários, empregados,...técnicos...) aumenta em número, a parte dos salários na produção torna-se mais baixa e as desigualdades aumentam entre os mais ricos e os mais pobres. Mesmo os países capitalistas mais avançados rejeitam durante um bom tempo a sua população para que ela se empregue, fecham suas fronteiras aos migrantes, são incapazes de assegurar um teto para todos. Centenas de milhões de pessoas se amontoam na miséria e na incerteza nos campos de refugiados dos países dominados, nas favelas e periferias de miséria de suas metrópoles.

A subordinação militar aos EEUU (OTAN), a pressão da Rússia sobre a Ucrânia, o estrangulamento da Grécia pelas burguesias alemã e francesa, a saída da Grã Bretanha (da União Europeia) a insubordinação dos Estados-nações da Europa central fragilizam a União Europeia. Os burgueses europeus se revelam incapazes – como o marxismo tinha previsto há um século – de unificar pacificamente a Europa.

O capitalismo conduz á barbárie
As rivalidades entre potências imperialistas se intensificam: os EEUU se apoiam em sua superioridade militar para tentar conservar a hegemonia, enquanto que a Rússia lhes resiste e que a China quer repartir o mundo. Os Estados-nações espionam sua população e cerceiam as suas liberdades democráticas. Os orçamentos militares e as compras de armamento atingem cifras explosivas e os Estados possuidores de armas nucleares se multiplicam (Paquistão, Israel...). O novo imperialismo chinês militariza o mar da China contra os velhos imperialismos japonês e americano. As potências ocidentais e a russa se enfrentam indiretamente na Ucrânia e na Síria.

Israel, com o apoio dos Estados Unidos, estrangula os “territórios” da Palestina que lhe escapam das mãos, destroem regularmente a Faixa de Gaza e estende a colonização, na Cisjordânia e em Jerusalém. A guerra arrasa ainda e sempre a Ucrânia, o Afeganistão, a Síria, o Iraque e o Iêmen. A fome atinge a Nigéria, a Somália, o Sudão do Sul e o Iêmen. Dezenas de milhões de pessoas são deslocadas de seus países, milhões tentam escapar do perigo que correm (centenas morrem a cada ano na fronteira entre o Mexico e os Estados Unidos milhares no mar Mediterrâneo...). Os imigrantes ilegais são por todas as partes reduzidos à uma sobrexploração, ou até a escravidão.

Por todas as partes a classe dominante procura derivativos à precaridade e à miséria que engendra a sua própria dominação, e o faz designando como bodes expiatórios os refugiados, os trabalhadores originários de outros países, as minorias étnicas ou religiosas. A eleição de Trump nos Estados Unidos, depois das de Dutertre nas Filipinas e de Orbán na Hungria, ilustram a subida generalizada do protecionismo e da xenofobia.

A perspectiva do socialismo recuou nas massas devido à opressão dos trabalhadores nos Estados que se prentendiam socialistas (da Cuba de Fidel Castro ao Cambodja de Pol Pot) e da restauração do capitalismo ocorrida em 1989-1993 (na Europa central, na Rússia, na China, no Vietnã...) pelas burocracias usurpadoras e privilegiadas que se pretendem comunistas. Em todos os países o obscurantismo retorna com força na ideologia e na política, em particular sob a forma de fundamentalismo religioso. Essa regressão se opera em detrimento da pesquisa cientifica, de outras religiões e dos ateus, dos direitos das mulheres, da liberdade sexual, do patrimônio arqueológico, da criação artistica, do ensino... Por todos as partes movimentos políticos nacionalistas, xenófobos, fundamentalistas ou fascistas ameaçam o movimento operário, as liberdades democráticas e as minorias étnicas, religiosas e sexuais.

No mundo, milhões de mulheres são submetidas à excisão, são forçadas a se casar, são violadas e assassinadas; inclusive nos países mais avançados, o direito ao aborto ou é incompleto ou está ameaçado.

Pelo socialismo mundial
E no entanto, a situação das ciências e das técnicas, assim como os meios de produção e de transporte permitiam satisfazer as necessidades elementares de toda a humanidade. As relações de produção capitalistas, depois de haver permitido o desenvolvimento das forças produtivas graças à industrialização e à internacionalização, se tornaram um freio.

Felizmente que o capitalismo também engendrou uma nova classe revolucionária. A classe dos trabalhadores obrigada a vender sua força de trabalho ao capital é, hoje um dia, a única capaz de levantar os obstáculos ao progresso histórico e de levar a transição em direção a um modo de produção superior, o socialismo-comunismo, onde os produtores associados, mestres dos meios de produção, definirão com antecedência a criação e a repartição das riquezas.
 
Pela internacional operária revolucionária

A classe operária dos empregados, dos operários e dos técnicos deve tomar a frente de todas as classes intermediárias e semi-exploradas (camponeses, funcionários, executivos médios, quadros, vendedores...) e de todos os oprimidos da sociedade para arrancar o poder à minoria de capitalistas.

A classe dominante mao esta apenas representada por seus partidos e as organizações patronais.Descansa sobre a propriedade das empresas dos meios de comunicação de massas (a mídia). Sua dominação é reforçada pelo Estado, o sistema escolar e universitário, o clero, os economistas liberais ou keynesianos. Como consequência é necessário expropriar o grande capital e destruir o Estado para triunfar.

Dispondo de um sobreproduto social e de um Estado , a burguesia corrompeu e integrou os aparelhos das organizações de massa da classe operária. Os aparelhos sindicais aceitam negociar os ataques em contra das aquisições anteriores dos assalariados e só se opõem aos ataques através de simulacros de resistência como “apelos” aos eleitos dos partidos burgueses ou as greves de um só dia. Os partidos operários burgueses de origem trabalhista, social-democrata ou stalinista fazem os trabalhadores acreditarem que o Estado burguês pode administrar o capitalismo e ser posto ao serviço dos trabalhadores. Porém, quando acedem ao governo, defendem o capital nacional em detrimento do trabalho e reforçam o aparelho repressivo de Estado burguês (SACP na Africa do Sul, Syriza na Grécia, PT no Brasil, PS na França, SPD na Alemanha, SPÖ na Aústria, PS na Bélgica, PSC e PCC no Chile...). Consequentemente a vitória da revolução impõe que se combata e que se leve ao fracasso o papel de agências da burguesia dentro da classe operária. Logo, as correntes centristas (que não ultrapassaram o mao-stalinismo ou que revisam o programa leninista –trotskista) recusam-se a combater as buroracias “reformistas” políticas e sindicais.

Os sociais-patriotas e os centristas, quando avançam reivindicações, as separam do essencial do programa comunista. Os oportunistas temem o que permitiria arrancar as reivindicações e de garantir as conquistas: a greve geral, a constitutuição e a centralização dos orgãos de luta operária e popular a auto defesa contra a polícia e os fascistas, a destruição do aparelho repressivo de Estado, a ditadura do proletariado.

Nenhuma eleição ou referendo pode ser suficiente à maioria para tomar o poder da minoria. Dito de outra maneira, é preciso uma revolução social conduzida pelas trabalhadoras e pelos trabalhadores com o Comuna de Paris em 1871, e os Soviets em 1917. A insurreição será tanto menos custosa para as massas –ou seja, a fase de transição ao socialismo (a ditadura de proletariado)– e tão mais curta e democrática, quanto maior for a determinação dos explorados o isolamento internacional dos exploradores.

A lição positiva da revolução da Rússia em 1917 (e a negativa das revoluções da Tunisia, do Egito, da Síria de 2011-2012) e que é necessario que a classe operária tome a direção. Para isso ela precisa de uma estratégia, de um programa, de um partido. É preciso outra vez unir se com o marxismo, reconstruir ume internacional comunista, agrupar em cada país a vanguarda e fazer dela um partido operário revolucionário de tipo bolchevique, conectando toda a luta dos explorados e dos oprimidos na perspectiva de um desmoronamento da burguesia, da destruição de seu Estado, da tomada do poder pelos produtores.

Trabalhadoras e trabalhadores de todos os países, unam-se para:

Fechamento de todas as bases imperialistas! Suspensão das intervenções militares no Mali, no Iêmen, na Síria, no Iraque! Abaixo as manobras militares americanas contra a Coreia do Norte! Liberdade de circulação e de assentamento dos refugiados, dos trabalhadores e dos estudantes.

Nem liberalismo nem estatismo! Nem protecionismo nem livre câmbio! Expropriação dos grandes proprietários de bens e raízes e dos grupos capitalistas! Plano de produção decidido por toda a população!

Defesa dos liberdades democráticas! Direito para as nacionalidades oprimidas de se separar de seu(s) opresor(es)! Separação completa da religião e do Estado! Desarmamento dos corpos de repressão e demissão de todo o exército profissional!

Independência dos sindicatos com relação ao Estado e aos partidos burgueses! Criação de órgãos democráticos de luta! Governo dos trabalhadores baseado nesses órgaos, e isso em cada país! Federação socialista mundial!

1º de maio de 2017

Coletivo Revolução Permanente (GMI/França, GKK/Áustria, RP/Peru)
PD/Turquia
TML/Brasil

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Comitê ABC contra o golpe realiza panfletagem no Cata Preta: preparação para Greve Geral

© foto: Comitê ABC contra o golpe

O Comitê ABC contra o golpe realizou mais uma atividade 'Caminhos da Resistência', fazendo uma grande panfletagem no Bairro Cata Preta, em Santo André, convocando para a Greve Geral desta sexta-feira (28) contra as reformas da Previdência e Trabalhista, e a terceirização, as quais visam acabar com a aposentadoria e a legislação trabalhista, e pelo 'Fora, Temer!' e 'Fora, golpistas!'.

Os militantes do comitê visitaram boa parte da comunidade, batendo de porta em porta, conversando com os moradores, entregando os materiais aos moradores, os quais demonstraram boa receptividade. Muitos nos receberam de forma calorosa, como no caso dos operários aposentados da Ford.

O Comitê ABC contra o golpe atua na forma de frente única, com participação de independentes, militantes de partidos políticos operários, de esquerda e dos movimentos populares. Os materiais que foram distribuídos são os das centrais e sindicatos que estão denunciando a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista e a terceirização, como, por exemplo, da CUT, CSP-Conlutas, Apeoesp, etc. A página do facebook, ABC contra o golpe, apoia esta atividade, denominada Caminhos da Resistência.

A Tendência Marxista-Leninista observa que a cada panfletagem vão aumentando as adesões com novos companheiros e militantes, fortalecendo ainda mais o Comitê, sendo que, nesta oportunidade, mais uma vez,  convida a todos os companheiros a participar das próximas atividades do Comitê ABC contra o golpe, em razão da enorme importância desse trabalho de base nos bairros operários e populares do ABC paulista, que tem uma enorme tradição de luta que vem desde a luta contra a outra ditadura, em 1964, e esta se ampliando contra o golpe de 2016.

sábado, 22 de abril de 2017

GM foi expropriada na Venezuela

A General Motors, empresa norte-americana, foi expropriada pelo poder judiciário da Venezuela.

O governo do presidente Nicolás Maduro vem enfrentando uma tentativa de golpe do imperialismo norte-americano e da burguesia entreguista venezuelana, bastante semelhante ao consumado contra a presidenta Dilma Rousseff  no Brasil em 2016.

Na Venezuela, ao contrário do que ocorreu no Brasil, apesar das vacilações, há um certo enfrentamento por parte de Maduro, ao contrário do Brasil, onde Dilma e a direção majoritária do PT (CNB – Construindo um Novo Brasil) não esboçaram nenhuma reação e capitularam praticamente sem luta perante aos golpistas, limitando-se a uma oposição parlamentar e eleitoreira, embora houvesse (e haja) muita disposição de luta das bases petistas e da população, que inclusive saíram às ruas de forma empírica e espontânea contra o golpe. 

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, de 21/4:

“O imbróglio começou em 2000, quando a GM quis retirar a concessão de uma de suas concessionárias, localizada na cidade de Maracaibo, em razão de um desempenho nas vendas abaixo do desejado pela montadora. O ponte de revenda, então, exigiu ser ressarcido pelos veículos que ainda tinha em estoque, dando início a um disputa judicial.

A unidade, que fica em Valencia e tem capacidade para produzir 100 mil veículos por ano, tinha sua produção voltada para o mercado interno. (...).”

Como no Brasil desde 2013, o imperialismo norte-americano e a burguesia entreguista brasileira sabotaram a economia brasileira, aplainando o terreno para o golpe. Aproveitaram a política de conciliação e colaboração de classes do PT, a política de alianças com partidos burgueses, e impuseram o ex-ministro Joaquim Levy para fazer trabalho de sapa na economia. 

Na Venezuela, embora sem as facilidades encontradas no Brasil, o imperialismo norte-americano e a burguesia entreguista venezuelana tentam fazer a mesma coisa e sabotam a economia da Venezuela.

Ainda conforme o Estadão:

"Expropriações são comuns no país desde o governo do presidente Hugo Chávez (1999-2013). Com a chegada de Maduro ao poder, a crise de escassez, a falta de moeda forte e a inflação, os confiscos se tornaram mais corriqueiros.” (Idem).

Anteriormente, durante o governo Chávez, foram expropriadas a Exxon Mobil e a Cargill, empresa de alimentos. No governo Maduro, foi expropriada a Kimberly-Clarke,

A Tendência Marxista-Leninista apoia as medidas concretas do governo Maduro contra os golpistas, como a expropriação da GM, desde que seja sem indenização e sob controle operário da produção, mas não deposita nenhuma ilusão no programa político nacionalista burguês de Maduro.

Todavia, a ponderação de Leon Trotsky, no Programa de Transição da IV Internacional, continua válida:

“(...) Entretanto, é impossível negar categórica e antecipadamente a possibilidade teórica de que, sob a influência de uma combinação de circunstâncias excepcionais (guerra, derrota, quebra financeira, ofensiva revolucionária das massas etc.), os partidos pequeno-burgueses, inclusive os estalinistas, possam ir mais longe do que queiram, no caminho da ruptura com a burguesia. Em todo caso, uma coisa está fora de dúvida: se mesmo esta variante pouco provável se realizasse um dia, em algum lugar, e um “governo operário e camponês” no sentido acima indicado se estabelecesse de fato, ele representaria somente um curto episódio em direção à ditadura do proletariado.”

A TML defende o armamento do proletariado venezuelano para enfrentar aos golpistas, como também a expropriação total do imperialismo norte-americano, da burguesia, dos camponeses ricos e dos latifundiários venezuelanos, a expropriação das fábricas, das empresas, dos bancos,  das terras, das empresas agrícolas, com reforma e revolução agrária, expulsão do imperialismo, rumo à revolução proletária e à instauração de um governo operário e camponês.

Para tanto, os partidos e organizações operárias, marxistas e revolucionárias da Venezuela devem buscar a unidade e construir um poderoso partido operário revolucionário. 

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Palocci, o novo Joaquim Silvério dos Reis


O depoimento, ontem, dia 20 de abril de 2017, do ex-ministro Antônio Palocci ao juiz Sérgio Moro, na Justiça Federal em Curitiba, praticamente coincide com a data do esquartejamento de Tiradentes, no Rio de Janeiro, em 21 de abril de 1792.

É emblemática a coincidência das datas.

A Inconfidência Mineira foi um movimento de intelectuais, escritores, poetas e trabalhadores mineiros, como Thomaz Antônio Gonzaga, jurista e poeta, Cláudio Manuel da Costa, advogado, e o próprio Tiradentes e outros, contra a exploração do Brasil colonial, com impostos, pela Coroa portuguesa.

O movimento foi traído por Joaquim Silvério  dos Reis, coronel comandante do Regimento Auxiliar da Borda do Campo.

Coincidentemente, ontem Antônio Palocci começou a fazer o mesmo com o movimento operário e popular, prometendo entregar os nomes, endereços fatos, etc., como fizeram Joaquim Silvério dos Reis e outros traidores como Jover Telles que traiu seus companheiros do PCdoB, entregando-os para os militares, que promoveram a Chacina da Lapa, ocorrida em 16 de dezembro de 1976, onde foram brutalmente assassinados Pedro Pomar e Ângelo Arroyo, enquanto Elza Monerat, Haroldo Lima, Aldo Arantes, Joaquim de Lima e Maria Trindade foram presos e torturados, aos quais nesta oportunidade reverenciamos e homenageamos. A traição de Jover Telles foi por um emprego e mais ou menos uns R$ 150.000,00,  de hoje, entregues à sua filha em Porto Alegre.

Palocci, na juventude, foi militante estudantil da Liberdade e Luta, a Libelu, tendência estudantil ligada, na época, ao lambertismo, corrente revisionista do trotskismo. Mas logo aderiu à tendência majoritária do PT, o que hoje é a corrente CNB (Construindo um Novo Brasil), passando a defender o programa reformista de conciliação e colaboração de classes, tendo sido prefeito da cidade de Ribeirão Preto, deputado estadual, deputado federal, ministro da Casa Civil e ministro da Fazenda, com o objetivo de gerir e administrar o capitalismo, dando um giro de 180º com relação as posições na juventude, que era de derrubar o capitalismo e instaurar um governo operário e camponês, rumo ao socialismo.

Palocci como o PT chegaram a uma encruzilhada, que a política de conciliação e colaboração de classes os levaram. As alianças com os partidos burgueses os levaram a esse beco sem saída. Na história isso não é novo, é mais uma repetição. Isso aconteceu, por exemplo, com o Partido Operário Social Democrata Alemão, de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, o maior partido que operário que já existiu, junto com o Partido Operário Social Democrata Russo, de Vladimir Lênin e Leon Trotsky.

O Partido alemão, com a política de colaboração e conciliação de classes, com a nova  liderança de Friedrich Ebert e Gustav Noske, acabou por trair os trabalhadores, por trair a revolução proletária da Alemanha em 1918/1919, e inclusive assassinaram os líderes da tendência de esquerda e revolucionária do partido, mataram Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht.  

O Partido russo, o Partido Bolchevique, que tomou o poder em 1917, sob a liderança de Lênin e Trotsky, expropriando a burguesia e os camponeses ricos e latifundiários, adotando a economia planificada, o monopólio do comércio exterior, e criando o Exército Vermelho que derrotou mais de 14 exércitos imperialistas na guerra civil de 1918-1921, infelizmente com a morte de Lênin, surgiu uma camarilha burocrática que passou a controlar o partido, colocando-se contra a perspectiva da revolução proletária internacional e adotando a teoria contrarrevolucionária do “Socialismo em um só país” e posteriormente a política da “Coexistência Pacífica”, o que levou ao assassinato de todos os líderes do Partido Bolchevique e companheiros de Lênin por Josef  Stálin e seus burocratas, e por fim a destruição da União da Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e a restauração capitalista.

Recentes posições do PT são bastante preocupantes, como votar em Rodrigo Maia, do DEM, para presidente da Câmara dos Deputados, votar no deputado Cauê Macris, do PSDB, para presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, votar em Peri Cartola, do PSDB, para presidente da Câmara de Vereadores de São Bernardo do Campo.

Então, Palocci e o PT chegaram nessa encruzilhada em razão da política de conciliação e colaboração de classes, de alianças com partidos burgueses.

Palocci já optou por se tornar de forma patética o novo Joaquim Silvério dos Reis. Com certeza vai falar tudo o que os procuradores da Lava Jato determinarem. Assinará tudo embaixo.

Reconhecemos que Palocci é preso político, estando refém e sendo torturado, pois em Curitiba as prisões “cautelares” (“provisórias” e “preventivas”), são efetuadas sem culpa formada (sem acusação), sem observância do devido processo legal, transformando a bela Capital paranaense numa Nova Guantánamo.

Reconhecemos também que a Operação Lava Jato foi concebida pelo Departamento do Estado, CIA e FBI para recolonizar e escravizar o Brasil, em razão da crise capitalista mundial que eclodiu em 2008, levantando a “luta contra a corrupção”  que historicamente o imperialismo norte-americano desde a época da UDN impulsiona para promover golpes de Estado como o contra Getúlio Vargas em 1954, contra João Goulart em 1964, e contra Dilma Rousseff em 2016. 

Todavia, tudo isso não justifica a delação e a traição de Palocci. 

Traição não tem perdão!

Desejamos a Palocci que viva apenas o suficiente para responder perante um Tribunal operário e popular por sua alta traição, assim como Michel Temer, informante dos Estados Unidos, e de todos os demais golpistas por seus crimes de alta traição e lesa-pátria. E que encontrem pela frente um Saint-Just implacável!


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Sindicato dos Jornalistas de SP completou 80 anos

O Sindicato dos jornalistas do Estado de São Paulo, liderado por seu presidente Paulo Zocchi, comemorou seus 80 anos de luta, no Auditório Vladimir Herzog, que ficou completamente lotado, na noite desta segunda-feira, dia 17/4, com transmissão ao vivo pela Fundação Perseu Abramo.

Estiveram presentes: o jornalista Audálio Dantas, presidente do Sindicado em 1975, quando ocorreu o assassinato de Vladimir Herzog, no DOI-CODI, em São Paulo; Maria José Braga, presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ); e Douglas Izzo, professor, representando a CUT de São Paulo.

O Sindicato tem desenvolvido campanha salarial para a reposição das perdas salariais,  por aumento real e contra a “pejotização” dos jornalistas (contratação por meio de pessoa jurídica, para fraudar o fisco e a previdência) e demissões na categoria, combinada com as lutas contra a “Reforma da Previdência”, que visa desmontar a Previdência Social e acabar com a aposentadoria, contra a “Reforma Trabalhista” e a terceirização, que têm como objetivo acabar com os direitos trabalhistas, colocando a necessidade de derrotar o golpe, levantando a bandeira do Fora Temer!

Recentemente, o Sindicato obteve, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, uma vitória significativa, com a reintegração de 20 jornalistas concursados que haviam sido demitidos na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Além disso, o Sindicato promove quarta-feira, dia 19/4, a palestra “A ética profissional na mídia brasileira”, com o jornalista e professor Fábio Venturini, o advogado Antônio Funari Filho e mediação de Franklin Valverde, jornalista, professor e coordenador da Comissão de Ética do Sindicato.

Ainda, na terça-feira, dia 25/4, o Cineclube Vladimir Herzog tem sessão gratuita, às 19h30, na qual será exibido o documentário “Mercado de Notícias” de 2014, com roteiro e direção de Jorge Furtado.

O Sindicato dos jornalistas está engajado na organização e preparação da Greve Geral do dia 28/4.

Já a Tendência Marxista-Leninista saúda a categoria dos jornalistas pelos seus 80 anos de luta, ponderando que numa sociedade capitalista, as ideias dominantes são as ideias da classe dominante, no caso a burguesia e o imperialismo, representados pelas 6 famílias que detêm o monopólio da mídia, da imprensa no Brasil, a qual participou do golpe e da ditadura militar de 1964 e do golpe de 2016, contribuindo para violência cotidiana e o assassinato de dezenas de jornalistas.

A TML defende a expropriação da imprensa burguesa, sob controle dos trabalhadores, e o fortalecimento da imprensa operária, revolucionária, camponesa, estudantil e popular, com seus jornais, revistas, boletins, blogs e sítios.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Monstro imperialista norte-americano está prestes a atacar a Coreia do Norte

O governo do nazista Trump enviou um grupo de porta-aviões para a península coreana e está prestes a atacar o Estado operário da Coreia do Norte.

A Tendência Marxista-Leninista conclama a toda a classe operária mundial, em especial a norte-americana (seu inimigo principal está em casa, é a burguesia imperialista norte-americana), a se colocar contra o governo nazista dos Estados Unidos para rechaçar o ataque à Coreia do Norte, de forma incondicional.

Nós, internacionalistas, devemos imediatamente organizar e convocar protestos em todos os consulados e embaixadas americanas, visando derrotar o monstro imperialista norte-americano, que é sinônimo de monopólios, trustes, exploração dos povos pelo capital financeiro, reação em toda linha e guerras.

- Não ao ataque imperialista!

- Defesa incondicional do Estado operário da Coreia do Norte!



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Passeata em São Bernardo aponta para a união operária

© foto: Adonis Guerra/ SMABC

A manifestação ocorrida no sábado, dia 8/4, promovida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, contou com a participação de mais de 5.000 pessoas.

Os trabalhadores se concentraram na sede do Sindicato e saíram em passeata pela Rua Marechal Deodoro, a principal da Cidade, e foram até o Centro, na Praça da Matriz, liderados por representantes das principais centrais, como a CUT, a Força Sindical, a UGT, a CSP-Conlutas, dos principais sindicatos, como o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, a Federação Única do Petroleiros (Polo Petroquímico da Cidade de Mauá, no Grande ABC), dos Sindicatos do Bancários, e de partidos políticos, como PT, PSTU, etc.

As lideranças revezaram-se no palanque do caminhão de som, com discursos denunciando a “Reforma da Previdência”, que visa acabar com o sistema previdenciário e a aposentadoria, contra a “Reforma Trabalhista" que tem por objetivo acabar com os direitos da CLT e contra a terceirização aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados, que precariza as condições de trabalho, com a intenção de escravizar e recolonizar o Brasil.

A passeata reflete a necessidade dos trabalhadores de estabelecerem uma frente única operária, camponesa e estudantil para derrotar as reformas do governo golpista da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

Todavia, os trabalhadores não podem ter ilusões nessas lideranças, pois muitas delas são dirigentes pelegos e burocratas, que ao longo desses últimos anos vêm traindo a classe operária, abortando campanhas salariais e fazendo acordos traidores com os patrões, desenvolvendo uma política de conciliação e colaboração de classes, que levaram a derrotas e aplainaram o terreno para o golpe.

A classe operária precisa renovar a sua direção na perspectiva de independência de classe, sendo que, para tanto, precisa convocar um Congresso da base da classe trabalhadora em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados da federação brasileira, para organizar a luta contra o desemprego e contra as “Reformas” do governo golpista.  

O Congresso de base deverá tirar uma plataforma de lutas, com bandeiras como a jornada semanal de 35 horas, sem redução de salário; reajuste salarial de acordo com os índices do DIEESE; fim das “Reformas da Previdência e da Trabalhista”; fim da terceirização; Fundo de Desemprego, com os trabalhadores empregados doando 1% do salário para o mesmo; reforma e revolução agrária, com a expropriação e o fim dos latifúndios; expulsão do imperialismo; e derrubada do governo golpista.

Convocamos a todos para a Greve Geral marcada para o dia 28/4, embora não escondemos aos camaradas e companheiros a limitação dessa paralisação, pois há a necessidade de uma greve geral por prazo indeterminado, para derrubar aos golpistas.

A intenção dos burocratas e pelegos do movimento sindical é apenas usar a paralisação de 1 (um) dia como válvula de escape da enorme pressão das bases contra os mesmos, em razão de suas políticas de conciliação e colaboração de classes.

Apesar da limitação apontada, os militantes classistas e revolucionários devem imprimir à Greve Geral do dia 28/4 um caráter combativo e massivo, elegendo democraticamente comandos de greves nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas empresas agrícolas, nas fazendas e no campo de forma geral, assim como nas escolas e universidades, com a participação de professores, estudantes e funcionários.

Além disso, é fundamental a organização de manifestações gigantescas para o 1° de Maio, em especial em Curitiba, com caravanas de todo o Brasil para ocupar a Cidade do dia 1° ao dia 3/5, dia da audiência de Lula na Justiça Federal, para se contrapor a mais um etapa reacionária do golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, que é a tentativa de prisão de Lula para atacar o movimento operário e popular para a supressão dos direitos trabalhistas e previdenciários, aumentando a escravidão e a recolonização que está se dando em ritmo acelerado e de forma brutal no Brasil, 

Toda essa luta deve ser desenvolvida na perspectiva da construção de um partido operário, marxista e revolucionário, rumo a um governo revolucionário operário e camponês e à uma Internacional operária e revolucionária.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

‘Comitê ABC contra o golpe’ realiza panfletagem contra desmonte da Previdência

© foto: Comitê ABC contra o golpe

O ‘Comitê ABC contra o golpe’ fez uma grande panfletagem na vila Luzita, no Sítio dos Vianas e comunidade do Amor, em Santo André, contra as reformas da Previdência e Trabalhista, as quais visam acabar com a aposentadoria e a legislação trabalhista. A atividade, intitulada ‘Caminhos da Resistência’, aconteceu na tarde deste domingo (2).

Os militantes do comitê visitaram as comunidades batendo de porta em porta, conversando com os moradores, entregando os materiais e tiveram uma boa receptividade. Muitos nos receberam de forma calorosa.

Também denunciamos a aprovação do projeto de terceirização (PL) 4.302/1998, que precariza as relações de trabalho no sentido da escravização do trabalhador e na recolonização do Brasil.

Comitê ABC contra o golpe
O comitê atua na forma de frente única, com participação de militantes independentes, de partidos políticos de esquerda e dos movimentos populares. Este grupo tem atuação fundamental na região do ABC Paulista, resgatando o trabalho de base.

Os materiais que foram distribuídos são das centrais e sindicatos que estão denunciando o desmonte da Previdência e a Reforma Trabalhista, como, por exemplo, da CUT, CSP-Conlutas, APEOESP, etc.

A página do facebook ‘ABC contra o golpe’ tem divulgado e organizado as atividades ‘Caminhos da Resistência’. Esta agendada para o próximo dia 16, no jardim Represa, em São Bernardo, mais uma atividade para combater as medidas do governo do presidente golpista Michel Temer.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Justiça para Théo L

No quinta-feira dia 2 de fevereiro, às 16:53 hs. quatro policias controlam as papeis de um grupo de jovens da cidade subúrbio Aulnay-sous- Bois. Théo L., educador de bairro, se aproxima. Os quatro policiais o prendem, dirigem-se a ele com palavras de conotação racista – ele é negro – e o violam com uma arma que utilizam em serviço (matraca). Isso ocorre depois de décadas de controles diretos à pessoa, no metrô e nos bairros populares depois do assassinato de um militante ecologiste, da repressão violenta dos piquetes de greve, e de jovens que se manifestavam contra a lei do trabalho.

Os policiais agressores são liberados mas, ao contrario, os jovens acusados de jogar pedras, são firmemente condenados a penas de prisão.

O candidato apresentado pelos Os Republicanos e a UDI (União dos Democratas e Independentes), Fillon, se aproveira das explosões de cólera, elas tornam-se o pretexto para reclamar penas minimas, pedir a maioridade penal a 16 anos e tambem milhares de vagas suplementares em prisão. Pose-se dizer que Fillon conhece muito bem a deliquência dos colarinhos brancos.

A candidata que a Frente Nacional apresentou, M. Le Pen se precipitou imediatamente a uma delegacia para deixar claro aos policiais, a sua cumplicidade. Deve-se dizer aqui que, o fundador do partido que ela herdou, a FN (Frente Nacional), era um torturador de Árabes durante a guerra da Argelia.

Os dois pedem a proibição das manifestações de protesto popular enquanto que eles mesmos aprovaram as manifestações ilegais de policiais e com seus veiculos de serviço.

O candidato Macron, dez dias depois do crime apresentá-se em uma delegacia, promete aumentar os poderes da polícia e criar 10 000 vagas adicionais de policiais e de gendarmes (políciais que trabalham como se fossem militares), assim como também a criação de 15 000 vagas para trabalhar em prisões. Deve-se lembrar que Macron conhece muito bem o banditismo posto que trabalhou para um “banco de negócios”.

O governo PS-PRG- PE (Partido Socialista, Partido Radical de Esquerda e Partido Ecologista), aorelizar depois dos atentados, a unidade nacional (da FN ao PCF – Partido Comunista Francês – do Medef – Movimento das empresas da França – à CGT – Confederação Geral dos Trabalhadores – FO – Força Operária – e Solidaires – Solidários), restringiu as liberdades e reforçou a polícia, o exército e os serviços secretos. Aumentu seus efetivos: 2300 militares suplementares em 2016; 15 300 cargos a mais na polícia e na justiça durante seu quinquênia. O governo, ao ceder às manifestações de policiais enquadrados pela FN, partido fascistizante, e pelos grupos fascistas, ao dar-lhe o direito de utilisar armas de fogo, enviando-os contra os trabalhadores em manifestação e em greve, encoraja-os, e lhes dá a certeza da impunidade.

Os dirigentes sindicais Mailly e Martinez, lamentado que os policiais usavam matracas e gás contra os manifestantes e em seguida apoiando as manifestações mafiosas de policiais, acabaram por encorajar as forças de repressão, em lugar de intimidá-las, e de que a greve geral, a defesa das manifestações e dos bloqueios os mantivessem respeitosos.

Os partidos de origem operária que mostraram uma grande compreensão com relação às manifestações de policiais (PS, PdG – Partido de Esquierda –, PCF, LO – Luta Operária) têm também sua responsabilidade. Os candidatos dos partidos “reformistas” querem, além do mais, reformar o exército e a polícia: Hamon, apoiado pelo PS, promete 5 000 policiais a mais; Mélenchon, apoiado pelo PdG e pelo PCF, promete o dobro 10 000 colocando-se mais à direita do que Hamon.

A urgência é a frente única das organizações nascidas da classe operária na defesa de Théo L. E de outras vítimas dos atos de violência por parte da polícia.

A presença várias vezes repetida do PCF e do PS nos governos, nunca mudou o papel da polícia e do exército. O Estado é o instrumento da classe dominante e seu núcleo vem a ser o aparelho de repressão (polícia, justiça, exército, serviços secretos). O exército francês mantém guerras em Mali, na Síria e no Iraque ao mesmo tempo em que a polícia patrulha os bairros populares como se fosse um exército de ocupação. Os maiores poluidores são os “managers” das firmas multinacionais, os maiores terroristas são os exércitos imperialistas que destroem países inteiros (Iraque...). Mas as vítimas das violências policiaís são antes de quaisquer outras, todos os pobres, não os patrões que são a causa dos suicídios de assalariados ou os acidentes de trabalho (150 mortos por ano no setor da construção e dos trabalhados públicos – BTP em francês), contra alguns poucos na polícia, que utilisam os paraísos fiscais ou que desempregam os trabalhadores (como PSA – Peugeot Sociedade Anônima – em Aulnay); as vítimas tampouco são os 
políticos às suas ordens; como Le Pen pai, Sarkozy, Fillon ou Strauss-Kahn.

Os pedidos dos políciais conduzem a um menor número de liberdades democráticas, a uma maior repressão dos explorados e oprimidos. Os “sindicatos” de policiais não têm, portanto, nenhum lugar nas confederações operárias (FO, CGT, Solidaires...).

A Comuna de Paris desintegrou a polícia burguesa em 1871. O armamento da população permitiu as  conquistas sociais e democráticas de 1945. O movimento operário deve retomar o seu programa, de novo aquele programa do Partido operário de 1880 e o do Partido Comunista de 1918: defesa das lutas e das organizações contra a polícia e os homens do capital que executam suas regras, desarmamento dos corpos de repressão, armamento do povo, governo dos trablhadores.

Nota da TML: o texto acima foi enviado e traduzido para o português pelos camaradas do Groupe Marxiste Internationaliste (GMI) da França, o qual pertence ao Coletivo Revolução Permanente (CoReP), do qual a nossa tendência é simpatizante.