domingo, 18 de dezembro de 2016

Mobilização popular: única saída contra ameaça de um golpe militar

O general Rômulo Bini Pereira, na quinta-feira, dia 15/12, no jornal burguês arqui-reacionário “Estadão”, renovou o seu “alerta” sobre a necessidade de um golpe militar.

A conjuntura política brasileira é bastante delicada, com os podres poderes em profunda crise. O executivo, com o golpista Michel Temer sendo repudiado pela população inteira do país, o Congresso Nacional, com a Câmara dos Deputados do “Centrão” totalmente desmoralizada e o Judiciário (juntamente com o Ministério Público Federal – MPF – nazi-fascista), principal instrumento golpista do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com seus ministros também totalmente desmoralizados, em “disputas” e “embates” ridículos, como os sustentados pelos ministros Luiz Fux e Gilmar Mendes.

A escalada golpista  do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) entreguista e pró-imperialista, que ao que tudo indica controla totalmente o Poder Judiciário, vem preparando a derrubada de Michel Temer do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), ou seja, um golpe dentro do golpe, como ocorreu em 1968 com o Ato Institucional n. 5 (AI5), que foi um golpe dentro do golpe de 1964. Essa escalada também propicia o aprofundamento da crise institucional, estabelecendo enorme confusão, o que propicia e aplaina o terreno para uma aventura militar.

Por isso os golpistas estão massacrando o PMDB, que se tornou a bola da vez, com as prisões dos ex-governadores do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e Anthony Garotinho (a prisão deste foi revogada), com a tentativa de afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado, tudo isso aprofundando a crise institucional.

O judiciário golpista quase todos os dias aceita denúncias contra Lula, conforme noticia a imprensa golpista, porque os golpistas entendem como fundamental a prisão do maior líder operário e popular do País para o prosseguimento do golpe, ou seja, para o ataque às organizações operárias e populares, as centrais sindicais, os movimentos sociais e populares, como acontece em nas ditaduras.

Além disso, o judiciário golpista insiste nos “10 pontos anti-corrupção”, numa tentativa do Ministério Público Federal de legalizar o fascismo no Brasil, legalizando a tortura, acabando com o habeas corpus, e permitindo a produção de provas ilícitas, portanto criminosas, dentre outras medidas fascistas.

Essas medidas são piores do que a ditadura do Estado Novo, assim como semelhantes ou piores à legislação fascista italiana de Benito Mussolini e da nazista alemã de Adolf Hitler.

Não por acaso tais medidas foram apoiadas por meio de panelaço da classe média fascista dos bairros ricos da cidade de São Paulo, como nos Jardins, Pinheiros, Vila Madalena, e na cidade do Rio de Janeiro, como no Leblon, Copacabana e Ipanema.

Essa cruzada contra a corrupção é a maior falácia. A “Operação Lava Jato” é a maior farsa, tendo sido orquestrada pela CIA e o FBI. É semelhante a cruzada contra os marajás de Fernando Collor da Rede Globo. Por outro lado, importante deixar consignado que a corrupção é inerente ao capitalismo e que os Estados Unidos, o país que patrocina o golpe no Brasil, por meio da CIA, do FBI, e do Departamento Estado, é o maior país corruptor e corrupto do mundo.

Informações privilegiadas são passadas aos Estados Unidos, à CIA, FBI, e ao Departamento de Estados e à Suiça, permitindo e subsidiando esses países a entrarem com ações contra a  Petrobrás. Logicamente, a extorsão das construtoras brasileiras reverterá para pagar “indenizações” aos Estados Unidos e à Suíça. Um verdadeira pirataria do Século XXI!

Prova disso é que nenhum político do PSDB entreguista e pró-imperialista foi preso até agora, embora este partido seja ultracorrupto, senão o mais corrupto de todos, com o ministro das relações exteriores, José Serra, sendo suspeito de ter recebido 23 milhões de reais, o senador Aécio Neves também é acusado de desvio de verbas de FURNAS, hidrelétrica de Estado Minas Gerais, sem falar da máfia da merenda e do desvio de verba do metrô no Estado de São Paulo, governado pelo PSDB tucano de Geraldo Alckmin, principal estado da federação.

Assistimos a uma disputa fratricida entre os golpistas, do PSDB contra o PMDB com os ataques a Cabral, Garotinho e Renan, mas também dentro do próprio PSDB, com Alckmin, apesar de ter conseguido eleger o prefeito de São Paulo João Dória, sofrendo ataques do ministro José Serra, do senador Aécio Neves e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em retaliação a Alckmin, a outra facção do PSDB reconduziu o senador Aécio Neves como presidente do PSDB. É a chamada de briga de cachorro grande.

Mas toda essa disputa e todo esse caos não é por acaso. São  motivados pela fato da crise econômica ter aumentado desde que os golpistas assumiram o poder em maio deste ano. Em setembro passado houve um rombo recorde nas contas públicas de R$ 26,7 bilhões, sendo certo que todos os indicadores econômicos se deterioraram.

O objetivo do golpe dentro do golpe é eleger Fernando Henrique Cardoso presidente do Brasil, a partir de 2017, em eleição indireta no Congresso Nacional fantoche, colocando no Ministério da Fazenda o brasileiro naturalizado norte-americano Armínio Fraga, empregado do mega-especulador grego George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel, tudo isso visando de apressar e aumentar o ataque à classe trabalhadora, porque o PSDB considera Michel Temer e seu ministro da fazenda, Henrique Meirelles, lentos demais nos ataques à população do País, ou, ainda, propiciar a intervenção militar como a propugnada pelo general Rômulo Pereira, que aliás já vem ocorrendo desde as Olimpíadas. Inclusive, recentemente, no dia 10/12, a Grande Recife e 14 municípios, foram ocupados militarmente, sob pretexto de motim da Polícia Militar.

Uma aventura militar não significa um desfecho como em 1964, poderá provocar a reação e a ação direta das massas, como no golpe de 1954 contra Getúlio Vargas, quando as massas saíram às ruas e massacraram os golpistas.

O PSDB tem sido auxiliado pela Rede Sustentabilidade de Marina Silva e de Neca Setúbal do Banco Itaú, partido que ingressou com a ação para o afastamento de Renan Calheiros, como também pelos partidos da esquerda pequeno-burguesa, como, por exemplo, o Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) e o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU).

Assim, pressionado, o governo golpista lançou a “Reforma da Previdência”, que praticamente acaba com o direito à aposentadoria, impondo a idade mínima de 65 anos e que o trabalhador trabalhe 49 anos para poder ter direito a 100% do benefício, ou seja, na prática é a extinção da aposentadoria, enquanto isso os militares golpistas ficaram de fora. Além disso, em seguida, lançou um pacotinho insignificante de “bondades”, só para efeito de marketing político para o monopólio da mídia golpista tentar jogar areia nos olhos da população.

Os golpistas seguem tentando escravizar e recolonizar o País, aumentando o genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades pela Polícia Militar, assim como agravando o desamparo dos idosos com o fim da aposentadoria.

É fundamental que as organizações de massas, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Partido dos Trabalhadores (PT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) rompam com sua política de colaboração de classes que vêm impondo um bloqueio e uma paralisia ao movimento operário e popular, apesar da enorme disposição de luta demonstrada de forma empírica e espontânea pelos trabalhadores, camponeses e estudantes contra o golpe.

A alternativa a toda essa barbárie é a mobilização dos operários, camponeses e estudantes na perspectiva de uma greve geral, organizando comandos de greve eleitos democraticamente pela base, juntamente com as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos.

É fundamental também a convocação de um Congresso Brasileiro da Classe Trabalhadora  em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados, em Assembleias de base, com a perspectiva de forjar um programa e uma plataforma de lutas contra o golpe.

E o mais importante, buscar organizar a classe trabalhadora de forma independente, num partido operário marxista revolucionário, para a derrubada revolucionária nas ruas dos golpistas e suas instituições, visando um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, expulsão do imperialismo e reforma e revolução agrária, expropriação do campo, do latifúndio e das empresas agrícolas, passando à expropriação das fábricas, das empresas e dos bancos, monopólio do comércio exterior e economia planificada, rumo ao Socialismo e à Construção da Internacional Operária e Revolucionária!

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