sábado, 5 de novembro de 2016

Golpistas afundam a economia: rombo recorde nas contas públicas

O governo golpista de Michel Temer e seu ministro usurpador da Fazenda, Henrique Meirelles, fizeram um rombo recorde nas contas públicas de 26,6 bilhões de reais em setembro.

Ao contrário do que vêm tentando passar a imprensa burguesa e o governo golpistas, todos os indicadores econômicos se deterioram desde maio, quando houve o golpe de estado da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

O Portal da Folha de S. Paulo em 31/10/2016 informou que:

“Em  setembro, o setor público (União, Estados e municípios) registrou déficit primário de 26,6 bilhões, de acordo com a divulgação do Banco Central nesta segunda-feira (31). Com isso, o resultado negativo acumulado no ano chegou a R$ 85,5 bilhões, ante um bom de R$ 8,4 bilhão no mesmo período de 2015.

É o pior resultado tanto para o mês quanto para o período acumulado desde dezembro de 2001, quando se iniciou a série histórica do BC.”

Os governos estaduais e os municípios também se afundam:

“Já os governos regionais tiveram resultado negativo de R$ 298 bilhões. O número foi determinado pelo déficit dos estados, que foi de R$ 157 milhões em setembro (ante um superávit de R$ 634 milhões no mesmo mês em 2015) e pelo resultado negativo dos municípios, de R$ 141 milhões (ante um déficit de R$ 219 milhões em setembro de 2015).

A dívida líquida do setor público alcançou R$ 2,7 trilhões no mês passado, o  equivalente a 44,1% do PIB.”

A política do governo golpista visa apenas beneficiar os banqueiros, ao capital financeiro, efetuando “religiosamente” os pagamentos de juros aos exploradores rentistas:

“Como o governo precisa reduzir a proporção da dívida proporção da dívida pública em relação ao PIB, a economia de receitas tem sido usada para pagar juros desses débitos de modo a impedir seu maior crescimento e sinalizar ao mercado que haverá recursos suficientes para honrá-los no futuro. Como o país está em recessão, com a arrecadação de impostos em queda, em um cenário em que as despesas continuam crescendo, esse resultado vem sendo negativo desde maio.” (quando houve o golpe contra a presidenta Dilma – nota da TML) (Idem).

A própria burguesia reconhece isso:

“LIDAMOS COM uma realidade: o desemprego aumenta e a recuperação da economia está sendo muito mais demorada do que se esperava quando, com a reviravolta política (eufemismo para o golpe de estado contra a presidenta Dilma e o PT – nota da TML), os índices de confiança começaram a melhorar.” 

Alguns percalços mostram que, a despeito da melhora das expectativas gerais, a economia real não avança. O principal deles se deu na produção industrial, que teve em agosto uma queda surpreendentemente forte, de 3,8%, mudando as projeções para o segundo e o terceiro trimestres, antes positivas em razão do crescimento verificado nos cinco meses anteriores.” (Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, na Folha de S. Paulo, 1/11/2016).

O golpista Benjamin Steinbruch, famoso também por sugerir que o operário pode trabalhar com uma mão e fazer a sua refeição simultaneamente com a outra, agora no governo Temer mudou o discurso e vem defendendo gastos públicos:

“Aos poucos, vai se revelando a óbvia realidade de que a economia precisa de estímulos para crescer. Na Europa desenvolvida, que enfrentou a crise de 2008 com ferozes programas de austeridade, um número crescente de autoridades já defende abertamente a volta dos gastos públicos.

No Reino Unido “pos-brexit”, agora sob a liderança de Theresa May, há um novo discurso sobre a necessidade de investimentos governamentais em infraestrutura. Em vários outros países, com o aplauso e o apoio do Fundo Monetário Internacional, as autoridades volta a adotar a ideia de que é preciso gastar para estimular a economia.” (Idem).

Assim, uma parte da burguesia nacional, percebendo o beco sem saída da política pró-imperialista que privilegia o capital financeiro, aos bancos, começa a querer se delimitar, defendendo gastos públicos, logicamente para socorro próprio, mas não para programas de saúde, educação e programas sociais. A burguesia nacional quer gastos públicos para os grandes industriais, para infra-estrutura, e para pagar juros aos banqueiros.

Os golpistas já entraram aumentando o deficit público de 90 bilhões para 140 bilhões de reais, aumentando os vencimentos do judiciário, aumentando os vencimentos da Força Nacional, ou seja, pagando os serviços prestados pelos mais diversos setores golpistas.

Está claro já começaram as fricções na burguesia entre o setor pró imperialismo norte-americano formado pelo Partido da Social Democracia Brasileiras (PSDB) tucano e o Parido Democratas (DEM), que controla o Poder Judiciário e o usa como ponta de lança no golpe dentro do golpe contra o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) de Michel Temer e Renan Calheiros, visando colocar, em eleição indireta no Congresso Nacional, a partir de 2017, Fernando Henrique Cardoso como presidente da república, com Armínio Fraga, brasileiro naturalizado norte-americano, empregado do mega-especulador grego, George Soros, o qual patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com o apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel.

Tanto isso é verdade que o Supremo Tribunal Federal (STF) golpista colocou em votação uma processo movido há vários meses pelo partido da Rede Sustentabilidade, de Marina Silva e Neca Setúbal (proprietária do Banco Itaú), na época voltado contra Temer, para discutir a questão de seu um pessoa na linha sucessória do presidente da república pode ser réu em processo judicial, só que agora está voltado contra o presidente do Senado o golpista Renan Calheiros. No julgamento, após a maioria dos ministros golpistas do STF terem se pronunciado pelo impedimento da pessoa ré figurar na linha sucessória (mais uma vez passando por cima do princípio constitucional da presunção de inocência), um outro ministro golpista pediu vistas do processo, para suspendê-lo, apenas para que o processo permaneça como espada de Dâmocles na cabeça do presidente do Senado Federal Renan Calheiros, ou seja, apenas para enquadrá-lo, e impulsionar o golpe dentro do golpe, visando  um governo mais pró imperialismo norte-americano do PSDB/DEM.

Tudo isso demonstra a crise terminal do capitalismo mundial, sendo a economia brasileira um dos elos mais frágeis dessa corrente, o qual com certeza vai se romper em breve, sendo necessário para tanto o reagrupamento da vanguarda operária e revolucionária no partido operário marxista revolucionário e na Internacional operária e revolucionária, na perspectiva de instauração de um governo operário e revolucionário, rumo ao Socialismo!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

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