quarta-feira, 24 de agosto de 2016

PT, PCdoB, CUT, CTB, MST, MTST e UNE mobilizem as bases rumo à Greve Geral para derrotar o golpe

A Frente Brasil Popular (FBP) e a Frente Povo Sem Medo (FPSM) congregam as principais organizações de massas do Brasil, como o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido da Causa Operário (PCO) , a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e demais centrais sindicais e movimentos populares e sociais. 

Todavia, embora tenham realizado inúmeras e gigantescas manifestações contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, não deliberam e nem organizam a greve geral junto às suas bases, necessária neste momento para derrotar o golpe.

Essas frentes têm a obrigação de mobilizar as suas contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, mas não estão fazendo isso como deviam, o que demonstra vacilação, tentativa de acordo ou mesmo capitulação aos golpistas.

Inclusive, a direção da CUT divulgou que marcou a greve geral para 22 de setembro, quando coincidem diversas campanhas salariais do segundo semestre, demonstrando o total descompasso com relação ao ritmo acelerado do golpe.

Na atual etapa da luta, as ilusões legalistas, constitucionalistas, parlamentaristas devem ser abandonadas de vez, porque a votação da admissão do “impeachment”/golpe no Senado Federal deixou claro que não há nenhuma chance para a presidenta Dilma Rousseff, confirmando o que a Tendência Marxista-Leninista dizia que não era verdade que Lula tinha revertido 6 votos de senadores, que tudo não passava de boato, talvez dos próprios golpistas, para desmobilizar a luta contra o golpe.

Não devemos ter ilusões também nas instituições burguesas permanentes, que apoiam o golpe, como a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, o Ministério Público Federal, o Supremo Tribunal Federal, o Tribunal de Contas da União, a Polícia Federal, as Forças Armadas, a maioria delas ocupadas por usurpadores sem nenhum controle por parte da população, que não se submeteram ao sufrágio universal, ao voto, isto é, ao poder do povo.

Por outro lado, Cunha segue comandando o golpe com Temer, sendo certo que somente a ação diretas das massas, do movimento operário e popular, colocará as mãos em todos os golpistas, como a população da Turquia fez recentemente para derrotar o golpe patrocinado pelo imperialismo norte-americano. 

Agora chegou a hora da Greve Geral. As pesquisas dos institutos da própria burguesia demonstram que 87% da população quer o “Fora Temer”, está contra o golpe, apesar do barulho da mídia burguesa e da extrema-direita.

Com exceção do PCO que vem defendendo a greve geral, as demais organizações recusam-se a mobilizar suas bases rumo à greve geral.

A direção majoritária do PT e da CUT, o PCdoB e a CTB, buscam até uma aproximação com a Força Sindical, com sua política de conciliação e colaboração de classes (frente populista), e seguem tentando equivocadamente um “Acordão Nacional” com os golpistas, inclusive embarcando na defesa das “eleições gerais”, o que vem aplainando o caminho dos golpistas, legitimando o golpe.

Sequer refletem o que serão as “eleições gerais” controladas pelos golpistas, fazendo uma abstração das consequências da vitória do golpe, como se este não fosse a preponderância de atos de força, com tendências bonapartistas e ditatoriais. 

A FPSM e o MTST, liderados por Guilherme Boulos, segue com sua política pequeno-burguesa centrista, embora tenha deixado de apoiar o golpe, mas recusa-se a mobilizar as suas bases. É a mesma política do Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL), que é uma reedição piorada do PT, da Liga Bolchevique Internacionalista (LBI), do Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT/LER-QI).

Por outro lado, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), por apoiar o golpe, rachou no meio, surgindo o Movimento por uma Alternativa Independente Socialista (MAIS), e o Partido Operário Revolucionário (POR), perdeu a sua Regional da Bahia, os quais devem desaparecer com a radicalização da situação política, e a erupção do movimento de massas no próximo período.

Assim sendo, é necessário deliberar, preparar e organizar a Greve Geral, por meio da eleição de comandos de greve nas fábricas, nas empresas, nos bancos, no campo, nos latifúndios, nas empresas agrícolas, nas escolas e universidades, visando a derrubada revolucionária dos golpistas Temer/Cunha.  

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

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