sábado, 25 de junho de 2016

Capitalismo europeu está se desmanchando: construir a Internacional

O capitalismo europeu vive uma enorme crise, praticamente está se desmanchando. 

Agora o Reino Unido, liderado pela Inglaterra, retirou-se da União Europeia.

Além disso, a democracia na França, país imperialista avançado, acabou, com o governo do presidente François Hollande e o primeiro-ministro Manoel Valls governando em estado de sítio (com o eufemismo de estado de emergência), sendo que a classe operária francesa se levantou contra a supressão dos direitos trabalhistas e previdenciários, saindo as ruas do país.

A Europa vive a crise de desemprego, dos refugiados e emigrantes, com o crescimento da extrema-direita xenófoba, tudo isso resultado da política imperialista na Ucrânia, no Norte da África, Líbia, Mali, e Oriente Médio, Síria, Palestina, etc.

O referendo no Reino Unido votou pela saída da União Europeia (“Brexit”), por 51,9%, sendo que 17.410.742 eleitores votaram pela saída, enquanto 16.141.242 votaram pela permanência.

A saída do Reino Unido da União Europeia derrubou as Bolsas da Ásia e os mercados futuros da Europa e dos Estados Unidos, enquanto a Bolsa de Tóquio, no Japão, desabou 8%.

Além disso, derrubou o primeiro-ministro britânico, David Cameron. 

O referendo, formalmente, não é vinculante, mas com certeza, nenhum governante inglês terá coragem de descumprir essa decisão.

Ainda, provavelmente, aumentarão as forças centrífugas dentro do Reino Unido, com a Escócia, a Irlanda querendo se separar da Inglaterra, o que poderá ferir de morte o capitalismo britânico.

Tal conjuntura demonstra a inviabilidade da União Europeia capitalista, do Tratado de Maastricht.

Já passou da hora do proletariado europeu tomar o poder, expropriar os capitalistas e erigir os Estados Unidos Socialistas da Europa. 

Não se pode perder de vista que o imperialismo é a fase de decadência do capitalismo, da fusão do capital industrial com o bancário, dos monopólios, do fim da concorrência, da reação em toda linha, corrida armamentista (OTAN), de guerra e revoluções. E que a Organização das Nações Unidas (ONU), como disse Lênin de sua antecessora, a Sociedade das Nações, não passa de um covil de bandidos.

Atualmente, os imperialismos norte-americano e europeu têm concorrência dos imperialismos chinês e russo, que lideram os Brics (Brasil, Rússia, China e África do Sul), e fundaram o Banco do Brics, com um aporte de mais de 100 bilhões de dólores, colocando em xeque a hegemonia do dólar e os Acordos estabelecidos nas Conferências de Bretton Woods, que regem as relações comerciais e financeiras mundiais desde julho de 1944. 

Agora, com a débâcle do imperialismo europeu, a tendência é que as disputas inter-imperialistas vão se acirrar.

Tal quadro poderá debilitar de conjunto o imperialismo mundial, enfraquecendo o ataque do imperialismo norte-americano na América do Sul, onde ele derrubou o governo da presidenta eleita Dilma Rousseff no Brasil; colocou Macri, na Argentina, que, embora eleito, governa por decreto de forma ditatorial, tendo efetuado a prisão da líder indígena Milagro Sala e se aproximado do Estado terrorista e sionista de Israel; e agora segue tentanto derrubar Nicolás Maduro, na Venezuela.

Todavia, o capitalismo mundial não vai cair de podre. Se não for construída uma Internacional comunista, operária e revolucionária ele vai continuar se estribuchando.

Como assinalou Trotsky no Programa de Transição de 1938, mas parece que foi escrito agora: 

“A situação política mundial no seu conjunto caracteriza-se, antes de mais nada, pela crise histórica da direção do proletariado.

A condição econômica necessária para a revolução proletária já alcançou, há muito, o mais alto grau de maturação possível sob o capitalismo.

(...)

Sob as condições da crise social de todo o sistema capitalista, as crises conjunturais sobrecarregam as massas com privações e sofrimentos cada vez maiores. O crescimento do desemprego aprofunda, por sua vez, a crise financeira do Estado e enfraquece os sistemas monetários instáveis. Os governos, tanto democráticos quanto fascistas, vão de uma bancarrota a outra.

(...)

Tampouco o panorama das relações internacionais possui melhor aspecto. Sob a crescente pressão da desintegração capitalista, os antagonismos imperialistas alcançaram um limite onde, em seu ponto mais alto, os conflitos isolados e os distúrbios) devem, infalivelmente, convergir numa conflagração de dimensões mundiais. Sem dúvida, a burguesia conhece o perigo mortal que uma nova guerra representa para seu domínio. Mas essa classe é agora infinitamente menos capaz de preveni-la do que às vésperas de 1914.

Todo falatório, segundo o qual, as condições objetivas não estariam “ maduras” para o socialismo, são apenas produto da ignorância ou de um engano consciente. As premissas objetivas necessárias para a revolução proletária não estão somente maduras: elas começam a apodrecer. Sem vitória da revolução socialista no próximo período histórico, toda a humanidade está ameaçada de ser conduzida a uma catástrofe. Tudo depende agora do proletariado, ou seja, antes de mais nada, de sua vanguarda revolucionária. A crise histórica da humanidade reduz-se à crise da direção revolucionária.” 

Assim, é urgente construir a Internacional comunista, operária e revolucionária, tarefa que a Tendência Marxista-Leninista, por uma partido operário marxista revolucionário, está empenhada, fazendo um chamamento aos revolucionários, bolcheviques e internacionalistas para que se juntem a nós.

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

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