sábado, 23 de abril de 2016

A Revolução Portuguesa completará 42 anos, no dia 25 de abril

A Tendência Marxista-Leninista em comemoração aos 42 anos da Revolução dos Cravos apresenta um estudo sobre a mesma.

O Brasil fez parte do Império português, tornando-se independente em 7 de setembro de 1822, sendo que a nossa bela cidade do Rio de Janeiro chegou a ser a capital, quando a Corte mudou-se para cá em 1808, em razão da guerra com a França de Napoleão Bonaparte.

Além disso, o Brasil herdou a bela língua portuguesa.

Por último, agradecemos a intervenção da deputada portuguesa Joana Rodrigues Mortágua, do Bloco da Esquerda, que recentemente denunciou o golpe no Brasil.


A Revolução dos Cravos
A Revolução dos  Cravos ficou conhecida assim  porque as tropas lideradas pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) saíram às ruas com cravos na ponta dos fuzis para simbolizar solidariedade com a população,  e não com baionetas.

A Revolução Portuguesa colocou fim ao regime fascista de Salazar-Caetano, que durante 46 anos impôs um ditadura feroz contra o proletariado português e os povos as colônias  na África.

Portugal possuía na época as colônias de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe,.

De certo modo, constituiu-se em um golpe militar preventivo para evitar que a ação direta das massas pusesse abaixo a ordem burguesa , manobra essa que foi facilitada pela ausência de um autêntico partido operário marxista-leninista.

A economia portuguesa passava pela crise capitalista mundial do petróleo de 1973, que impunha a nacionalização dos bancos e de setores básicos da produção, para salvar o regime capitalista.

Havia em Portugal uma agitação política em razão do sofrimento dos combatentes que lutaram contra o avassalador movimento de independência das colônias, o qual provocou o colapso do Exército e consequentemente do regime político.

O Movimento das Forças Armadas, iniciado em 1973, com base no Movimento dos Capitães, arregimentando oficiais de média patente, descontentes com seus soldos e a perda de prestígio do oficialato. Todavia, esse movimento da baixa oficialidade, não representou ameaça de romper com a hierarquia e a disciplina do Exército, tanto que foi liderado pelos  generais Spínola e Costa Gomes, chefe do Estado Maior das Forças Armadas.

A crise fazia com que as massas radicalizadas exigissem o fim da guerra na África.

O Movimento das Forças Armadas correu contra o relógio para dar o golpe preventivo antes do dia 1º de maio, por causa das manifestações marcadas pelos operários que, com certeza, colocariam abaixo o governo de Marcelo Caetano. Ele pretendia evitar que a ação direta e independente das massas transformasse numa situação abertamente revolucionária.

Assim, as Forças Armadas efetuaram a prisão de Marcelo Caetano e seu gabinete, enviando-os para Funchal, na Ilha da Madeira. Tal atitude até os protegeu da fúria popular.

As massas trabalhadoras depositaram total apoio à Revolução dos Cravos devido às ilusões democrático-burguesas semeadas pelos stalinistas do Partido Comunista (PCP) e pelo Partido Socialista (PSP), que formaram o governo provisório, impondo um política menchevique de colaboração de classes com o General Spínola e da Junta de Salvação Nacional.

Além disso, as massas de forma espontânea forjaram uma situação pré-revolucionária, por meio de greves vitoriosas, onde obtiveram conquistas econômicas e políticas, e encaminhavam-se para formar órgãos de duplo poder, sovietes (conselhos operários, assembleia popular).

Todavia, em razão da ausência de um partido operário marxista-leninista, essa oportunidade foi perdida.

O stalinista PCP, liderado por Álvaro Cunhal, defendeu uma política contrária à independência de classe do proletariado, ou seja, a “aliança do povo com as forças armadas”, isto é, uma política de colaboração de classes.

A Intersindical, federação sindical liderada pelo PCP, colocou-se contra as greves operárias.

A formação do governo de colaboração de classes do PSP, do PCP, com o Movimento das Forças Armadas, acabou salvando o capitalismo português.

Assim, ainda hoje está colocado para o proletariado português a formação de um partido operário marxista-leninista, que desenvolva uma política operária independente, uma política bolchevique, com a estratégia da revolução permanente, lutando pela tática da frente única operária, para instaurar um governo operário, com a objetivo de expropriar as fábricas, as empresas, os bancos, as empresas rurais, estabelecer o monopólio do comércio exterior e a planificação econômica, rumo ao socialismo.

Ignácio Reis

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