terça-feira, 29 de março de 2016

Operários bolivianos contra o golpe no Brasil

A Tendência Marxista-Leninista publica abaixo o interessante artigo do dia 25/3, do Jornal Massas n. 2439, do Partido Obrero Revolucionario, da Bolívia, no qual os camaradas colocam-se contra o golpe no Brasil. A TML luta pela elevação do nível de conscientização da vanguarda operária e revolucionária brasileira, motivo pelo qual submete ao conhecimento, estudo e crítica dos companheiros e nossos leitores o artigo em questão.A tradução é da TML, sendo certo que em razão de nossa insuficiência linguística, sugerimos, por segurança, que seja conferido o texto em castelhano, no Sítio do POR.

Abaixo o golpe contra Dilma!

A manifestão do PT, convocada pela CUT, MST, MTST, CTB e UNE, aglutinados em torno da Frente Popular de Defesa de Dilma, esteve a altura de contrapor-se às manifestações organizadas pelo movimento de pró-destituição da Presidente Dilma (impeachment N.R.).

O fato é que o PT e suas organizações sindicais e populares demonstraram capacidade de mobilização.  Evidentemente, uma capacidade muito por baixo da exigência da crise política.

Só um gigantesco movimento de massas, que tenha por base a classe operária, poderá quebrar a espinha dorsal do “impeachment”. O que exige das organizações operárias, camponesas e populares mobilizarem-se pelas reais necessidades dos explorados: os desempregados, o desemprego crescente, as reduções salariais, a alta do custo de vida e o aumento da pobreza e a miséria.

A imensa maioria oprimida continua a margem das disputas interburguesas entre governistas e opositores. Essa imensa maioria é quem suporta a decomposição econômica do capitalismo e o avanço a passos largos da barbárie social. Se o governo Dilma permanece ou cai, não alterará a condição geral de brutal exploração, miséria, indigência, pobreza e sofrimento coletivo.

Para os explorados só tem sentido combater o PSDB e sua laia golpista se com isto for possível dar um passo adiante na organização independente e em sua capacidade de defender-se com seus métodos próprios de luta contra os ataques da burguesia e seu governo (incluído o do PT que desenvolve uma política burguesa antipopular e antioperária. N.R.). Qualquer que seja o motivo que mantenha à classe operária e os demais oprimidos subordinados à política burguesa deve ser rechaçado, porque não serve à luta pela libertação dos explorados do domínio capitalista.

A grande manifestação em São Paulo, que contou com a participação de Lula, evidenciou a política petista de subordinar aos explorados à disputa interburguesa.

Tudo se concentrou na defesa de um governo burguês moribundo. A consigna de “não vai ter golpe” já não corresponde aos fatos, o golpe já está em marcha. Há uma conflagração das instituições do Estado, o Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público e a Polícia Federal caminham na mesma direção: criminalizar o PT e liquidar ao governo Dilma.

Está em pleno vigor um movimento que combina os poderes do Estado com os poderes civis da burguesia para derrubar o governo.

Para quebrar a espinha dorsal do golpe, é necessário que se organizem as massas contra as próprias instituições burguesas.

Levantemos as reivindicações da classe operária, dos camponeses, dos sem teto e da classe média arruinada! Organizemos um movimento nacional para por nas ruas as necessidades da maioria oprimida! Respondamos à corrupção da burguesia e de seus partidos assinalando que somente as massas mobilizadas com seus Tribunais Populares serão capazes de julgá-los e castigá-los! Enfrentemos as ações golpistas com a mobilização geral e unitária dos explorados por suas reivindicações e com a luta de classes!

Levantemos a bandeira: somente um governo operário-camponês, nascido das lutas e assentado na organização independente dos explorados poderá resolver a crise política que é uma crise do poder burguês.

                                               Resumido do pronunciamento do POR-Brasil”




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