domingo, 27 de março de 2016

Estudos em homenagem ao Centenário da Revolução Russa (1917-2017) (II): Milícia popular

A Tendência Marxista-Leninista prossegue à Comemoração do Centenário da Revolução Russa que acontecerá no ano de 2017. 

Mesmo no calor do enfrentamento com a burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano golpistas, na conjuntura brasileira atual, não podemos descuidar do estudo e da preparação teórica.

Assim, dando prosseguimento aos Estudos em homenagem ao Centenário da Revolução Russa (1917-2017), publicando mais abaixo o trecho do texto “AS TAREFAS DO PROLETARIADO NA PRESENTE REVOLUÇÃO (PROJETO DE PLATAFORMA PARA O PARTIDO DO PROLETARIADO) sobre a Milícia popular de Vladimir Lênin (anteriormente sobre o tema havíamos republicado, no dia 12, no nosso Blog “Sobre as milícias dos trabalhadores”, parte do artigo “Aonde vai a França?”, de Leon Trotsky, da década de 30 do Século passado, publicado, no dia 9, originalmente pelo nosso coirmão, Espaço Marxista). 

“12. A substituição da polícia por uma milícia popular é uma transformação que deriva de todo o curso da revolução e eu atualmente está em vias de realizar-se na vida da maioria das regiões da Rússia. Devemos explicar às massas que, na maioria das regiões das revoluções burguesas de tipo comum, tal transformação foi muito efêmera e que a burguesia, mesmo a mais democrática e republicana, restabeleceu a velha polícia, de tipo csarista, separada do povo, colocada sob o comando de burgueses e capaz de oprimir o povo por todos os meios

Só há um meio de impedir a restauração da polícia: criar uma milícia de todo o povo, fundi-la com o exército (substituir o exército permanente pelo armamento gerla do povo). Desta milícia deverão fazer parte todos os cidadãos e cidadãs sem exceção, desde os 15 até os 65 anos, idades que só tomamos a título de exemplo para idicar a participação dos adolescentes e velhos. Os capitalistas deverão pagar aos operários assalariados, criados, etc., os dias dedicados ao serviço social na milícia. Sem chamar a mulher à participação independente não só na vida política em geral como também ao serviço social em geral, permanente, nem sequer se pode falar não só de socialismo, mas mesmo de uma democracia duradoura e completa. E funções de “polícia” tais como o cuidado dos doentes e das crianças abandonadas, a inspeção da alimentação, etc., não podem absolutamente ser satisfatoriamente realizadas sem a igualdade de direitos da mulher, de fato e não apenas no papel.

Impedir o restabelecimento da polícia, chamar as forças organizadoras de todo o povo à construção de uma milícia geral – tais são as tarefas que o proletariado tem de levar às massas no interesse da segurança, consolidação e desenvolvimento da revolução.”

(...).

[Petrogrado, 10 de Abril de 1917.]

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